O ministro da Fazenda, Dario Durigan, também responsável pela frente econômica da candidatura de Lula (PT), disse nesta quinta-feira (3) que um novo mandato petista não descartaria fazer mudanças na Previdência Social no futuro. No entanto, o tema não está em discussão agora, acrescentou.

"Não é um tema que estamos discutindo agora. Acho que é um tema que precisamos de espaço para poder sentar com os vários atores, empregadores e empregados para discutir com calma. Mas eu não descarto que a gente tenha que discutir sustentabilidade e aprimoramentos na nossa Previdência", disse Durigan em entrevista ao SBT News.

A declaração respondia a um questionamento sobre o corte de gastos obrigatórios para conter o crescimento da dívida pública do país —medida que Durigan apontou entre os passos necessários para melhorar a situação fiscal brasileira.

Ele acrescentou que a gestão econômica está lutando para entregar o superávit prometido. A meta fiscal proposta para este ano é de superávit primário de 0,25% do PIB (Produto Interno Bruto), equivalente a R$ 34,3 bilhões, mas a margem de tolerância prevista no arcabouço fiscal permite um resultado zero.

No PLDO (Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias) de 2027 enviado ao Congresso em abril, o superávit é de 0,5% do PIB, com a margem de tolerância permitindo um resultado de 0,25% do PIB.