A última vez em que Steve Witkoff e Jared Kushner estiveram em Moscou foi em janeiro, quando mantiveram quatro horas de conversas com o presidente Vladimir Putin no Kremlin 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O enviado especial dos Estados Unidos Steve Witkoff, à direita, e Jared Kushner, genro do presidente americano, Donald Trump, chegam para uma reunião no Palácio do Eliseu, em Paris, na França, na terça-feira, 6 de janeiro de 2026 — Foto: Benjamin Girette/Bloomberg Os dois enviados especiais do presidente Donald Trump, Steve Witkoff e Jared Kushner, visitarão a Rússia e a Ucrânia no fim de semana com o objetivo de negociar o fim da guerra iniciada em 2022. A informação foi divulgada inicialmente pela agência estatal russa Tass. A última vez em que os enviados dos Estados Unidos visitaram Moscou foi em janeiro, quando mantiveram quatro horas de conversas durante a noite com o presidente Vladimir Putin no Kremlin. “Eu não faria nenhum anúncio neste momento, mas informaremos a vocês quando esses contatos ocorrerem”, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, a jornalistas, ao ser questionado sobre a reportagem da Tass. Witkoff e Kushner ainda não visitaram a Ucrânia, mas o presidente Volodymyr Zelensky afirmou na quinta-feira que os representantes de Trump eram esperados em Moscou e Kiev nos próximos dias. Uma fonte a par do assunto disse à Reuters que as discussões sobre a parte da viagem à Ucrânia ainda estavam em andamento e que as equipes haviam discutido o domingo como uma possível data. “Os russos não querem que eles visitem Kiev e estão tentando fazê-los mudar o plano”, acrescentou a fonte. Mais tarde nesta sexta-feira, o presidente Trump disse a jornalistas que os seus enviados estão viajando ao exterior para tentar fechar um acordo de paz entre Rússia e Ucrânia. Segundo o chefe da Casa Branca, têm uma nova proposta concreta destinada a pôr fim à guerra, que agora está em seu quinto ano. Ele, no entanto, não deu detalhes sobre qual seria essa proposta nem disse se Witkoff e Kushner viajariam para a Ucrânia, para a Rússia ou para ambos os países. “Enviei Steve Witkoff e Jared Kushner, dois grandes negociadores. Eles fizeram um ótimo trabalho, e nós os enviamos para ver se conseguimos chegar a algum acordo. E pode haver uma boa chance de conseguirmos”, afirmou Trump a jornalistas no Salão Oval. Ainda há uma enorme distância entre Rússia e Ucrânia sobre como encerrar a guerra, que já dura quatro anos e meio e é a mais mortal na Europa desde a Segunda Guerra Mundial. Peskov afirmou que a posição apresentada por Putin em um discurso há dois anos — de que a Ucrânia deveria ceder a totalidade do território de quatro regiões reivindicadas pela Rússia e abandonar seu plano de ingressar na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) — era “inabalável”. A Ucrânia se recusa a entregar territórios que conseguiu defender a um custo enorme e rejeita essas condições por considerá-las equivalentes a uma rendição. Putin afirmou na quinta-feira que havia uma possibilidade de chegar a um acordo para encerrar a guerra na Ucrânia. Ele acrescentou, porém, que o alerta feito por Kiev nesta semana para que companhias aéreas estrangeiras evitassem o espaço aéreo russo equivalia a uma ameaça que tornaria as negociações mais difíceis. Presidente da Rússia , Vladimir Putin, participa de uma reunião com o enviado especial do presidente dos EUA, Donald Trump, Steve Witkoff, seu genro Jared Kushner e Josh Gruenbaum, comissário do Serviço Federal de Aquisições dos EUA, no Kremlin — Foto: Reuters As últimas negociações entre Rússia e Ucrânia mediadas pelos EUA ocorreram em fevereiro, pouco antes de Washington e Israel iniciarem uma guerra contra o Irã. Peskov afirmou que não se pode descartar a possibilidade de, no futuro, chegar a um acordo de paz, mas que neste momento não existem as condições necessárias para isso. “O trabalho continua, e os contatos continuam”, disse.
Enviados de Trump visitarão Rússia e Ucrânia no fim de semana, diz agência
A última vez em que Steve Witkoff e Jared Kushner estiveram em Moscou foi em janeiro, quando mantiveram quatro horas de conversas com o presidente Vladimir Putin no Kremlin










