Mais de 15 famílias afirmam que seus filhos sofreram agressões físicas e sexuais em escolas da capital francesa; denúncia pede investigação sobre o que autoridades municipais sabiam 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O prefeito de Paris, Emmanuel Grégoire, e a ex-prefeita de Paris, Anne Hidalgo, chegam a uma cerimônia nacional em homenagem ao ex-primeiro-ministro francês Lionel Jospin, no Hotel des Invalides, em Paris, em 26 de março de 2026. — Foto: AFP Mais de 15 famílias que denunciam casos de violência e agressões sexuais contra seus filhos em escolas de Paris apresentaram nesta sexta-feira uma denúncia contra o prefeito Emmanuel Grégoire e sua antecessora, Anne Hidalgo. Os advogados das famílias informaram à AFP que o objetivo é investigar o que os gestores municipais sabiam sobre as supostas agressões e quais medidas foram adotadas para impedir novos casos. Reunidas em torno da associação MeTooEcole, as famílias têm filhos matriculados em diferentes escolas da capital francesa. Segundo seus advogados, a denúncia foi apresentada à Promotoria de Paris e também cita outras pessoas, além de Hidalgo, que foi prefeita entre 2014 e 2026, e Grégoire, que foi seu braço direito antes de sucedê-la no cargo. O que diz a denúncia A ação menciona supostas agressões cometidas por monitores responsáveis por atividades extracurriculares nas escolas. As famílias pedem que a Justiça examine se as autoridades municipais tinham conhecimento dos fatos e se tomaram providências para enfrentá-los. A denúncia cita possíveis crimes como colocar deliberadamente a vida de terceiros em perigo, omitir socorro a uma pessoa em perigo e deixar de denunciar crimes que afetavam crianças. Em alguns dos casos mencionados, as vítimas tinham entre dois e quatro anos. Mais de 200 investigações em andamento Os casos de abusos sexuais contra menores têm ocupado as manchetes nos últimos meses na França. Segundo a Comissão Independente sobre Incesto e Agressões Sexuais contra Crianças (Ciivise), uma criança é vítima de violência sexual a cada três minutos no país. Desde o início de 2026, a Prefeitura de Paris suspendeu 132 monitores. Desses, 52 foram afastados por suspeitas de violência sexual ou sexista. Segundo a Promotoria, mais de 200 investigações criminais também estão em andamento em escolas primárias e creches da capital francesa.
Pais denunciam prefeito e ex-prefeita de Paris por suposta omissão em casos de violência contra crianças
Mais de 15 famílias afirmam que seus filhos sofreram agressões físicas e sexuais em escolas da capital francesa; denúncia pede investigação sobre o que autoridades municipais sabiam










