Os repasses teriam sido feitos para financiar 'Dark Horse', mas há suspeitas de que os valores podem ter sido desviados para custear despesas de Eduardo Bolsonaro nos EUA 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Daniel Vorcaro, do Banco Master — Foto: Victor Moriyama/Bloomberg Em sua proposta de colaboração premiada fechada com a Procuradoria-Geral da República (PGR), o empresário Antônio Carlos Freixo Junior, conhecido como "Mineiro", disse que utilizou sua empresa para intermediar repasses de recursos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro a um fundo no Texas administrado por Paulo Calixto, advogado do ex-deputado Eduardo Bolsonaro. Leia mais Os repasses teriam sido feitos para financiar “Dark Horse”, filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Há, no entanto, suspeitas de que os valores podem ter sido desviados e usados para custear despesas de Eduardo nos Estados Unidos, país em que o ex-parlamentar vive desde o ano passado. Segundo apurou o Valor, Freixo também admitiu que fez, a pedido de Vorcaro, operações para viabilizar pagamentos em espécie. Nesse caso, no entanto, o empresário teria afirmado não saber o que o dono do Master fez com o dinheiro. A PGR demonstrou interesse na delação porque Freixo teria dados sobre as operações, como registros sobre as datas de cada repasse. O objetivo seria “robustecer” provas já colhidas nas apurações até aqui. O acordo prevê ainda multa e perdimento de bens. A PF já havia levantado suspeitas de que Freixo teria disponibilizado sua empresa para fazer transações suspeitas para Vorcaro no contexto da estrutura montada pelo ex-banqueiro para operar fraudes, ocultar patrimônio e lavar dinheiro. Em maio, o Intercept Brasil revelou que o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro pediu dinheiro a Vorcaro para o financiamento de Dark Horse. A negociação envolveu R$ 134 milhões, dos quais cerca de R$ 65 milhões teriam de fato sido repassados para o fundo Havengate, nos Estados Unidos, controlado pelo advogado de imigração Paulo Calixto. Após o conteúdo das conversas entre Flávio e Vorcaro vir à tona, o próprio parlamentar admitiu que pediu os recursos que supostamente foram destinados ao financiamento do filme sobre seu pai. Na avaliação de integrantes do PL, o episódio foi o que mais gerou desgaste à campanha de Flávio até aqui. O caso está sendo investigado em um inquérito da Polícia Federal (PF) que tramita no gabinete do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), a quem cabe decidir se dá continuidade à delação. O objetivo do inquérito é apurar possíveis irregularidades na captação, intermediação e destinação dos valores vinculados ao financiamento de “Dark Horse”, bem como saber se alguma quantia foi repassada a Eduardo. O Valor entrou em contato com a defesa de Antônio Carlos Freixo Junior, que não quis se manifestar. Procurado, Eduardo Bolsonaro não respondeu até a publicação desta reportagem.
Delação de empresário cita repasses a fundo no Texas e operações com dinheiro vivo para Vorcaro
Os repasses teriam sido feitos para financiar 'Dark Horse', mas há suspeitas de que os valores podem ter sido desviados para custear despesas de Eduardo Bolsonaro nos EUA













