O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera a disputa pela Presidência no primeiro turno com 38% das intenções de voto, seguido pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com 33%, de acordo com pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira (3). O escritor Augusto Cury (Avante) cresceu de 2% para 8% em duas semanas e está em terceiro lugar. No segundo turno, Lula tem 46% e está em empate técnico com Flávio, com 44%. Leia mais O crescimento de Cury na pesquisa Datafolha também foi registrado no levantamento feito pela Quaest (de 2% para 10% em duas semanas), divulgado na quarta-feira. A pesquisa Quaest também registrou o empate técnico entre Lula e Flávio no segundo turno. O Datafolha testou dois cenários no primeiro turno, com e sem Pablo Marçal (PRTB), cuja candidatura ainda é incerta. O postulante foi condenado à inelegibilidade por uso indevido dos meios de comunicação nas eleições de 2024, está proibido de fazer campanha e o registro da candidatura está em análise. Sem Marçal, Ronaldo Caiado (PSD) tem 4%, Renan Santos (Missão) aparece com 3% e Romeu Zema (Novo) tem 2%. Samara Martins (UP), Edmilson Costa (PCB) e Rui Costa Pimenta (PCO) têm 1% cada. Wilson Grassi (Democrata), Clariana Barão (DC) e Hertz Dias (PSTU) não pontuaram. Votos em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos são 6% e indecisos, 3%. O aumento das intenções de voto de Cury foi acompanhado pela redução de Caiado, Renan e Zema, de um ponto percentual cada, dentro da margem de erro. No cenário com Marçal, não há mudanças relevantes nas intenções de voto dos demais candidatos. Lula tem 39%, Bolsonaro tem 32% e Cury, 7%. Caiado e Santos têm 4% cada. Zema aparece com 2%, mesmo percentual de Marçal. Samara tem 1%. Os demais não pontuaram. Votos em branco, nulo e em nenhum dos candidatos somam 6% e indecisos são 3%. Na pesquisa anterior, de 21 de agosto, Lula estava seis pontos percentuais à frente no primeiro turno em relação a Flávio, com 39% a 33%, em um cenário sem Marçal. Agora, são cinco pontos de vantagem para o petista. O levantamento tem margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. 2º turno No cenário de segundo turno, Lula está numericamente à frente de Flávio, mas os dois estão empatados dentro da margem de erro. O presidente está com 46% (tinha 47% em agosto) e o senador está com 44% (tinha 43%). Votos em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos são 9% e indecisos, 2%. O Datafolha testou cenários de segundo turno com Caiado, Santos e Zema. Em todos eles o presidente venceria os adversários. Na disputa contra Caiado, Lula tem 46% e o candidato do PSD, 41%. Votos em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos, 11%, e eleitores indecisos são 2%. Contra Zema, Lula venceria por 48% a 39%. Votos em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos, são 12%, e indecisos são 2%. No cenário contra Santos, o presidente venceria por 47% a 38% de Santos. Votos em branco, nulo ou em nenhum são 13% e indecisos, 2%. Na pesquisa espontânea, quando não são apresentados os nomes dos candidatos, Lula tem 31% das intenções de voto, Flávio aparece com 22% e Cury, com 5%. Rejeição Líderes nas intenções de voto, Flávio e Lula também têm as maiores rejeições. O senador é rejeitado por 47% e o presidente, por 45%. A rejeição de Zema é de 16%, Santos tem rejeição de 15%, Caiado, de 13% e Cury é rejeitado por 9%. Maior exposição É a primeira pesquisa do Datafolha após o início da propaganda no rádio e na TV, no dia 28. Dos 12 candidatos, apenas Lula, Flávio, Cury e Caiado têm direito à exposição no horário eleitoral gratuito. O levantamento captou também o impacto do primeiro debate dos presidenciáveis na TV, no dia 23, com a presença de Cury, Santos e Caiado, e das sabatinas realizadas na semana passada pela Globo com os principais candidatos. A pesquisa foi a campo também após revelações sobre os inquéritos por suspeita de tráfico de influência contra o empresário Fábio Luís Lula da Silva, filho de Lula. Houve também novos desdobramentos do caso Master, com a divulgação de que o filme “Dark Horse” recebeu mais repasses de Daniel Vorcaro do que o admitido por Flávio Bolsonaro. Desaprovação maior que aprovação A pesquisa traz outro sinal preocupante para o governo Lula: a desaprovação, de 51%, é maior do que a aprovação, de 45%, uma diferença de seis pontos. Há duas semanas, a diferença era de três pontos, com a desaprovação de 50% e a aprovação de 47%. O governo é avaliado como ruim ou péssimo por 42% (era 41%), ótimo ou bom por 31% (era 33%) e regular por 25% (mesmo do passado), e 1% não respondeu. Entre os levantamentos de agosto e o desta semana, o governo Lula tentou fazer avançar no Congresso projetos considerados prioritários, como as PECs do fim da escala 6x1 e da Segurança Pública, e a medida provisória que suspende a cobrança da taxa das blusinhas (imposto de importação de 20% sobre compras de até US$ 50). As propostas voltaram a tramitar no Senado após a reaproximação entre Lula e o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP). O fim da taxa das blusinhas foi aprovado na tarde desta quinta-feira pela Câmara e pelo Senado. Já a votação da PEC que muda a jornada de trabalho deve ficar para depois das eleições, segundo Alcolumbre. Os pesquisadores estavam nas ruas quando veio a público a existência de mensagens do ex-banqueiro sugerindo proximidade com ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e registros de diálogos com menções a encontros entre Vorcaro e o ministro André Mendonça, relator do caso Master no STF e o responsável por tirar o sigilo das mensagens envolvendo o colega. A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob o protocolo BR-03669/2026 e foi contratada pela Globo e Folha de S. Paulo. Foram entrevistadas 2002 pessoas, entre terça (1º) e quinta-feira (3).
Datafolha: Lula tem 38% e Flávio, 33% no primeiro turno; Cury vai a 8%
No segundo turno, candidato do PT soma 46% e senador do PL, 44%











