Diferença entre pré-candidatos passou de 4 pontos em junho para 5 pontos agora O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 48% das intenções de voto em eventual segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), que marca 43%, em pesquisa divulgada nesta sexta-feira (24) pelo Datafolha. A diferença entre eles passou de 4 pontos em junho para 5 pontos agora. No levantamento anterior do instituto, Lula também liderava os cenários de segundo e primeiro turnos. Em eventual disputa direta com Flávio, o atual presidente registrava 47% e o senador do PL, 43%, num cenário que já era de estabilidade na comparação com maio e manteve a tendência. Há um mês, no primeiro turno, o petista aparecia com 41% dos votos, ante 31% do rival. Agora, Lula tem 40% e Flávio, 32%. O ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) marca 4% (tinha 3%). O fundador do partido Missão, Renan Santos, manteve os 3%. O ex-governador Romeu Zema (Novo) tinha 2% e agora alcança 3%. O psiquiatra Augusto Cury (Avante) preservou os 2% que tinha alcançado na pesquisa anterior, e Samara Martins (UP) passou de 2% para 1%. Os demais alcançaram 1%. Declaram votar em branco ou anular 8% (antes, eram 7%) e os indecisos passaram de 4% para 3%. No levantamento deste mês, o Datafolha incluiu Leonardo Avalanche, pré-candidato pelo PRTB, e retirou os nomes do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa (DC) e do deputado federal Aécio Neves (PSDB). Barbosa avisou o partido na semana passada não ter mais interesse em se candidatar. Já Aécio deve disputar uma vaga no Senado por Minas Gerais. Avalanche não pontuou, assim como Heitor Dias (PSTU) e Edmilson Costa (PCB). Outros cenários de segundo turno com Lula mostram o presidente com 47% contra Caiado (40%) e com 48% contra Zema (40%), cenários também de estabilidade. Na pesquisa espontânea, quando os entrevistados não são apresentados aos nomes dos candidatos, Lula e Flávio têm os mesmos percentuais de junho, com 30% e 17%, respectivamente. O instituto entrevistou 2.004 eleitores com 16 anos ou mais entre quarta-feira (22) e quinta-feira (23). A margem de erro de é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%. A pesquisa, contratada pela Folha da Manhã, responsável pelo jornal Folha de S.Paulo, está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01166/2026. Rejeição O Datafolha também questionou os entrevistados sobre os candidatos nos quais eles não votariam de jeito nenhum. Flávio continua liderando numericamente nesse quesito, com 48%, enquanto Lula aparece a seguir, com 46%. Na rodada anterior, os percentuais de ambos eram iguais. Os demais pré-candidatos têm rejeição igual ou inferior a 13%. O novo levantamento começou a ouvir os eleitores no dia em que entrou em vigor o novo tarifaço de 25% imposto pelo governo dos Estados Unidos a produtos brasileiros. A pré-campanha do PT tentou explorar o "Tariflávio", acusando a família do senador de se aliar ao presidente Donald Trump para trabalhar contra o Brasil. Flávio, por sua vez, culpou a falta de diálogo do governo federal. A pesquisa também estava nas ruas quando o ministro André Mendonça, do STF, deu aval para a Polícia Federal investigar o financiamento do filme "Dark Horse", cinebiografia para a qual Flávio pediu dinheiro para Daniel Vorcaro, dono do extinto Master. Além disso, o presidenciável sofreu críticas após um discurso questionando o sistema eleitoral brasileiro, rebatido inclusive por atores da direita. Na quinta (23), Flávio e Michelle Bolsonaro reconciliaram-se, depois de quase um mês da briga tornada pública pela ex-primeira-dama, que se disse desrespeitada e maltratada pelo enteado. Os gestos de reaproximação ocorreram no final da tarde, antecedendo a convenção nacional do PL. O ato, neste sábado (25), formalizará a candidatura de Flávio, ainda sem vice definido e sem a garantia de apoio de partidos aliados. A pesquisa de julho também é a primeira do instituto desde o início das convenções partidárias, que começaram no dia 20 e podem ser realizadas até 5 de agosto. Os eventos são uma exigência da legislação eleitoral para oficializar as candidaturas, que depois devem ser registradas na Justiça Eleitoral até 15 de agosto. Até agora, o único presidenciável oficializado em convenção é o do Missão. Avaliação e aprovação do governo A avaliação do governo Lula ficou estável em julho, com maioria de ruim ou péssimo (38%), mesmo percentual de junho. A percepção de que o governo está ótimo ou bom também manteve os 32% do mês passado. Apenas a opção regular oscilou de 29% para 28%. Uma fatia de 1% respondeu que não sabe avaliar. Já quando o instituto pergunta se o eleitor aprova ou desaprova o trabalho de Lula, a resposta positiva agora aparece numericamente à frente, mas o cenário ainda é de empate técnico. A aprovação oscilou de 48%, em junho, para 49%, e a desaprovação oscilou de 49% para 48%. Uma parcela de 3% não respondeu. Pré-candidatos à Presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) — Foto: Fotos: Marcelo Camargo/Agência Brasil e Andressa AnholeteAgência Senado
Datafolha: Lula tem 48% ante 43% de Flávio no segundo turno
Diferença entre pré-candidatos passou de 4 pontos em junho para 5 pontos agora









