O estado de Pernambuco foi condenado a indenizar em R$ 150 mil um homem de 26 anos que ficou mais de oito meses preso por engano no Centro de Observação e Triagem Professor Everardo Luna (Cotel), em Abreu e Lima, no Grande Recife.

Segundo o processo, o verdadeiro investigado tem o mesmo nome do homem preso por engano, Anderson Gabriel da Silva, e também o mesmo nome da mãe, Ana Paula da Silva. Cabe recurso.

Anderson Gabriel da Silva, que trabalhava como vendedor de água, conta nos autos que caminhava em via pública no bairro de Boa Viagem, zona sul do Recife, em 11 de janeiro de 2025, quando foi detido por policiais militares que cumpriam mandado de prisão expedido pela Vara Criminal de Goiana, na Mata Norte pernambucana, referente a um crime de homicídio.

Ele diz na ação que, apesar da coincidência de nomes, os números de RG, CPF e data de nascimento eram divergentes e não foram conferidos pelas autoridades policiais, pelo Ministério Público ou pelo Judiciário no momento do cumprimento do mandado.

Silva acrescenta que permaneceu encarcerado no Cotel "em condições degradantes, clamando por sua inocência sem ser ouvido", segundo trecho de sua petição. O Cotel é um estabelecimento penal de triagem para detentos que entram no sistema prisional.