Grupo já assinou 15 acordos de confidencialidade para possível venda da marca, que foi desmembrada da empresa-mãe. IPO em Bolsa em Nova York também está no radar 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Fachada da loja Farm — Foto: Divulgalção Após mais de um ano de disputa no alto comando do Azzas 2154, foi selado o divórcio entre Alexandre Birman e Roberto Jatahy, os dois empresários que comandavam o conglomerado. Feita a partilha das marcas — que inclui grifes como Arezzo, Animale e Maria Filó — entre os dois empresários, resta agora saber qual será o futuro da Farm Rio. A marca, que era o mais forte motor de vendas e resultado do grupo será colocada em uma sociedade específica. Nela as duas empresas que estavam na origem do Azzas e que voltarão a existir separadamente com o divórcio, Arezzo&Co e Soma, terão participações. A primeira terá 57,4% e a segunda, 42,6%. Segundo fontes da coluna Capital, o Azzas já assinou 15 acordos de confidencialidade junto a potenciais compradores da Farm e espera receber propostas não vinculantes pela grife carioca até o fim do mês. O processo está sendo coordenado pelo banco de investimento americano Morgan Stanley. Apesar do otimismo de fontes próximas ao Azzas com esse processo, parte da Faria Lima — avenida em São Paulo abriga o maior polo financeiro e corporativo do Brasil — vê a operação com ceticismo. Para o chefe de um banco de investimento que acompanha a transação, o caminho mais provável para a Farm é tentar abrir capital na Bolsa americana. Isso porque a venda direta do negócio ainda não encontrou o apetite inicialmente esperado pela Azzas, disse a fonte. Fundos internacionais com operação no Brasil, como Advent (investidora de Yduqs e Natura, por exemplo) e General Atlantic (que investiu em XP e QuintoAndar), já olharam a marca e não quiseram fechar negócio nas condições apresentadas. — Fundos globais com presença local não querem pagar na casa de US$ 1 bilhão, que é o que estavam pedindo. Já para players estratégicos de moda, o Brasil representa muito pouco para valer a pena — disse essa fonte. O desafio é que um IPO que avalie a companhia em US$ 1 bilhão é pequeno para o mercado de capitais dos EUA, o que acrescenta complexidade ao processo. Antes de as diferenças entre Alexandre Birman e Roberto Jatahy se transmutarem em litígio judicial e arbitral, em maio, a Azzas chegou a cogitar abrir o capital da Farm na Bolsa.
Como fica a Farm depois do divórcio do grupo Azzas
Grupo já assinou 15 acordos de confidencialidade para possível venda da marca, que foi desmembrada da empresa-mãe. IPO em Bolsa em Nova York também está no radar











