Por Tiago Souza
No último fim de semana, me peguei assistindo com meus filhos ao Pokémon World Championships 2026, que aconteceu em São Francisco. Mais especificamente, focamos nas etapas finais de Pokémon TCG, a categoria de disputa de cartas colecionáveis da franquia. Ver a arena lotada, com jogadores do mundo inteiro duelando com pedaços físicos de papel impresso, me fez refletir sobre um paradoxo intrigante: por que as versões puramente digitais dos jogos de cartas (como Pokémon TCG Live ou Magic: The Gathering Arena) enfrentam tanta dificuldade para substituir ou desvalorizar o jogo físico?
Sony e o mundo físico dos games
A resposta para essa pergunta ganhou um contorno urgente e quase distópico nos últimos dias. Em uma ação judicial recente na Califórnia, a Sony defendeu-se de forma categórica, afirmando ser “óbvio” e “implausível” acreditar que os jogadores são realmente donos de suas compras digitais na PlayStation Store. Segundo a empresa, o consumidor adquire apenas uma licença temporária de uso. Se o servidor desligar ou a licença expirar, seu jogo some — e seu dinheiro também. É a oficialização de que, no mundo digital, somos todos inquilinos de bits.
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