Os investimentos de pessoas físicas no Brasil cresceram 6,4% no primeiro semestre de 2026, atingindo R$ 9,1 trilhões, revelam dados da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) divulgados nesta quinta-feira (3).

O avanço foi impulsionado principalmente por títulos públicos e CDBs (Certificados de Depósito Bancário), que cresceram 32,9% e 8,5%, respectivamente. Em valores, a alta corresponde a R$ 86,6 bilhões em títulos públicos e R$ 113,1 bilhões em CDBs no período.

O movimento acompanha o patamar elevado da taxa básica de juros, a Selic, hoje em 14% ao ano. Com juros altos, as aplicações de renda fixa tendem a manter atratividade entre os investidores.

Parte dos produtos dessa classe acompanha a Selic ou o CDI, taxa de referência para operações no mercado privado, e apresenta menor nível de risco. É o caso do Tesouro Selic e dos CDBs pós-fixados, que podem ser utilizados por investidores mais conservadores e na formação de reservas de emergência.

Não à toa, a renda fixa representou 60% do volume total investido no período, o equivalente a R$ 5,5 trilhões.