Ritmo foi maior no segmento de alta renda, com crescimento de 7,8%, para R$ 3,4 trilhões 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Investimentos de pessoas físicas aumentam 6,4%, para R$ 9,1 trilhões, no 1º semestre — Foto: Marcos Santos/USP Imagens O investimento da pessoa física, nas diversas segmentações, atingiu R$ 9,1 trilhões ao fim de junho de 2026, um incremento de 6,4% no primeiro semestre, segundo dados de distribuição divulgados hoje pela Anbima, que representa as entidades dos mercados financeiros e de capitais. O ritmo foi maior no segmento de alta renda, com crescimento de 7,8%, para R$ 3,4 trilhões, seguido pelo varejo tradicional, com aumento de 6,19%, para quase R$ 3,0 trilhões. No private, o bolo chegou a R$ 2,8 trilhões, subindo 5,2% desde janeiro. “O crescimento mais expressivo da alta renda vem puxando os demais porque é um público com maior capacidade de alocação especializada em produtos, lidera os volumes com isentos, além de ser mais resiliente”, comentou Luciane Effting, presidente do fórum de distribuição da Anbima, em coletiva de imprensa. “O varejo tradicional é mais afetado por endividamento, inflação e taxa de juros.” Já no private banking, a executiva lembrou que as estatísticas não capturam o que os investidores têm no exterior, então essa é uma visão parcial. A renda fixa dominou a participação nas carteiras em todas as faixas, representando 65% do crescimento absoluto, com os juros altos fazendo efeito no estoque. Ao fim do primeiro semestre representava quase R$ 5,5 trilhões, com alta de 7% no ano. O volume na previdência aumentou 6,5%, para R$ 1,6 trilhão. Na renda variável, o incremento foi de apenas 2%, totalizando R$ 1,1 trilhão. Os investimentos do varejo em títulos e valores mobiliários cresceram 7,4%, para R$ 1,3 trilhão, fruto de uma maior educação financeira, segundo Effting, já que o estoque na caderneta de poupança ficou praticamente estável. Houve incremento de apenas 0,5% no segmento, “menos do que o rendimento do produto”, para R$ 818,6 bilhões. Na alta renda, houve aumento de 7,6%, para R$ 1,5 trilhão. “Mais informação, educação e cultura financeira permitem ao público [de varejo] conhecer os produtos e tomar decisões para diversificação dos recursos”, disse Effting. Os títulos públicos foram uma das estrelas do semestre, com crescimento de dois dígitos em todas as segmentações. No conjunto, o saldo aumentou 32,9%, para quase R$ 350 bilhões. O maior incremento (56,9%) foi no private banking. Para Effting, tal comportamento pode ser resultado da combinação de taxas de juros de dois dígitos, com a Selic em 14% ao ano, com mais acesso ao Tesouro Direto e popularização de programas como o Tesouro Educa+. Entre os produtos isentos, destaque para as letras de crédito imobiliário (LCI), com aumento de 21,2% no varejo tradicional, para R$ 180 bilhões. Os certificados de operações estruturadas (COE) diminuíram 2,4%, para R$ 12,9 bilhões. Fundos estruturados cresceram mais no varejo tradicional e no private; enquanto os multimercados ganharam mais adeptos no topo da faixa de renda, que usa o instrumento para estruturar fundos exclusivos de gestão patrimonial.
Investimentos de pessoas físicas aumentam 6,4%, para R$ 9,1 trilhões, no 1º semestre
Ritmo foi maior no segmento de alta renda, com crescimento de 7,8%, para R$ 3,4 trilhões









