Museu projetado por Oscar Niemeyer comemora com mostra de grandes formatos, retrospectiva e atividades para crianças e adultos 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Cartão-postal: inaugurado no dia 2 de setembro de 1996, o museu se tornou um dos principais símbolos da cidade — Foto: Divulgação/Alexandre Vieira Há 30 anos, uma estrutura branca que parece flutuar sobre a Baía de Guanabara, lembrando o formato de um disco voador, transformou a paisagem de Niterói. Inaugurado em 2 de setembro de 1996, o Museu de Arte Contemporânea (MAC) chega a três décadas como um dos principais símbolos da cidade e da arquitetura de Oscar Niemeyer. Para comemorar a data, o equipamento cultural abre ao público, a partir de sábado, três exposições que percorrem diferentes aspectos de sua história e de seu acervo, além de anunciar uma programação de atividades, ações educativas e atrações para as crianças, ao longo do mês. A primeira delas é a “MAC monumental”, no Salão Central, que reúne cerca de 130 obras de grandes formatos das coleções MAC Niterói e João Sattamini. Muitas não são apresentadas ao público há anos e ganham, no espaço projetado por Niemeyer, as dimensões necessárias para serem vistas em toda a sua escala. Entre os trabalhos está uma obra de Daniel Senise que utiliza como matéria-prima o carpete retirado durante a primeira reforma do museu. — Niterói é a segunda cidade do mundo com a maior quantidade de obras de Oscar Niemeyer, atrás apenas de Brasília. O MAC é um dos nossos cartões-postais, e ficamos muito felizes de celebrar os 30 anos de um museu tão emblemático — destaca o prefeito Rodrigo Neves. A programação do mês de aniversário termina no dia 26, com uma edição especial do projeto MAC Estendido. A partir das 18h, a entrada será gratuita, e o funcionamento vai até as 21h, com DJ, apresentações de dança e música e projeção mapeada na fachada, que seguirá até meia-noite. O evento terá apresentação da drag Chanel, às 18h; da Companhia de Ballet, às 18h30; e da Orquestra da Grota, às 20h. Desde a inauguração, o MAC já recebeu mais de 3,5 milhões de visitantes e realizou mais de 250 exposições. Entre os nomes que passaram pelo espaço desde que ele foi inaugurado pelo então prefeito Jorge Roberto Silveira estão David Bowie, Juliette Binoche e Fidel Castro, que deixaram registros no Livro de Ouro. Em 2016, o edifício passou por uma reforma de modernização e, agora, no aniversário, recebe uma nova ação de manutenção. — O MAC é parte fundamental da história cultural de Niterói. Celebrar seus 30 anos é reconhecer a força de um equipamento que aproxima a população da arte contemporânea, valoriza a arquitetura de Oscar Niemeyer e projeta a cidade para o Brasil e para o mundo — afirma Victor De Wolf, diretor-geral do MAC e curador da “MAC monumental”. No mezanino, a exposição “MAC panorama” propõe outro mergulho na trajetória da instituição. A mostra reúne obras das coleções João Sattamini, formada pelo acervo adquirido pelo colecionador ao longo da vida, e MAC Niterói, composta por trabalhos doados por artistas. A seleção recupera peças que estavam há bastante tempo fora das galerias e busca contar, por meio delas, como o acervo do museu foi formado. Síntese e semente Entre os destaques estão “Óvulo fecundo”, de Farnese de Andrade, primeira obra incorporada à Coleção MAC, além de trabalhos de Adriana Varejão, Flávio-Shiró, Victor Arruda e Márcia X. — “MAC panorama” é mais do que uma retrospectiva, ela é a síntese do que fomos, a celebração do que somos e a semente do que queremos ser. É difícil resumir duas coleções tão complexas em uma exposição que tem um espaço delimitado, mas as obras que estarão presentes no “MAC panorama” nos ajudam a vislumbrar um pouco do acervo que temos — diz Paulo Gabriel Mello, coordenador de produção do MAC Niterói e curador da mostra. As duas exposições serão abertas sábado que vem, quando o museu funcionará a partir das 10h com entrada gratuita. A terceira exposição, “MAC para crianças”, ganha espaço especial no fim de semana de 12 e 13 de setembro e amplia a proposta de aproximar o museu do público infantil. A mostra parte da ideia de que olhar para uma obra também pode ser uma forma de experimentar. Crianças e adultos são convidados a desenhar, testar combinações, construir, brincar e imaginar novas possibilidades a partir das obras do acervo. A montagem ocupa cinco paredes coloridas e incorpora elementos da própria arquitetura e da paisagem do museu: o branco do edifício, o vermelho da rampa, o azul da Baía de Guanabara e o amarelo do pôr do sol. No dia 12, haverá oficinas de urban sketch e desenho, apresentação dos Tapetes Contadores de Histórias e atividades para as crianças. No dia 13, além das oficinas, a Companhia de Ballet da Cidade de Niterói apresenta uma performance inspirada na obra de Ziraldo. O MAC funciona de terça-feira a domingo, das 10h às 18h, com entrada permitida até 17h30. O ingresso custa R$ 20 (inteira), com venda na bilheteria e pagamento em dinheiro. A entrada é gratuita às quartas e também será nos dias 5 e 26 de setembro. As três exposições comemorativas ficam em cartaz até 22 de novembro, aniversário da cidade.