Pesquisa é a primeira do instituto depois do início da propaganda eleitoral na TV e no rádio 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Urna eletrônica na Firjan/Senai, em Benfica, Rio de Janeiro — Foto: Custódio Coimbra/Agência O Globo Um décimo do eleitorado brasileiro permanece indeciso com relação ao candidato que votará à Presidência este ano. É o que mostra a pesquisa Quaest sobre a corrida ao Planalto publicada na quarta-feira. Puxam esse resultado, sobretudo, cinco segmentos: posicionamento político independente, mulheres, idosos, renda até dois salários mínimos e escolaridade até ensino fundamental. Os indecisos correspondem a 21% do eleitorado que se posiciona como independente. O percentual de eleitores sem o voto definido, segundo a pesquisa, vai diminuindo à medida que se aproxima dos polos representados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). Estão indecisos 3% dos que se nomeiam lulistas, enquanto 7% dos que se classificam como parte da esquerda não lulista não sabem ainda em quem irão votar. No campo bolsonarista, 1% está indeciso. Já 6% da direita não bolsonarista têm a mesma resposta. A atração desta parcela do eleitorado é um desafio para as campanhas de ambos os presidenciáveis. Por trás do percentual de indecisos, convivem perfis distintos de eleitores que já votaram na esquerda e hoje estão frustrados com o governo Lula, antigos eleitores de Bolsonaro que não se sentem representados pelas opções atuais e até bolsonaristas que ainda não transferiram o voto para Flávio. Na pesquisa espontânea, quando o nome dos candidatos não é apresentado ao entrevistado, o total de indecisos chega a 42%. O levantamento foi encomendado pela Globo e jornal O GLOBO. A Quaest ouviu 2.004 pessoas entre os dias 30 de agosto e 1º de setembro. O nível de confiança é de 95%. O número de registro da pesquisa é BR-07065/2026. Sexo, escolaridade e renda No recorte por sexo, há 13% de indecisos no eleitorado feminino. É numericamente quase o dobro do registrado no campo masculino, que marca 7%. A situação é de empate no limite da margem de erro, quando uma situação de proximidade é pouco provável. Quando analisada a escolaridade dos eleitores, há uma queda numérica progressiva a cada etapa concluída dos estudos. São 12% os indecisos entre os que terminaram apenas o Ensino Fundamental. Esse grupo é de 9% entre os que concluíram o Ensino Médio, e de 8% entre os que possuem Ensino Superior. Situação semelhante é observada com relação à renda. São 14% os indecisos no segmento com até dois salários mínimos. No grupo que varia entre dois e cinco salários mínimos, 10% ainda não sabem em quem vão votar. Já 7% dizem o mesmo entre àqueles com mais de cinco salários mínimos. Quanto à idade, a progressão é inversa: quanto mais velhos, mais indecisos. No segmento entre 16 e 34 anos, 8% ainda não definiram o voto. No grupo entre 35 e 59 anos, são 10%, e o de 60 anos ou mais é composto por 13% de indecisos. Religião, raça e regiões Os dados mostram que 12% do segmento que responde não ter religião estão indecisos. Já 11% dos católicos e 10% dos evangélicos não sabem ainda em quem vão votar. Quanto à cor dos eleitores, 11% dos que se autodeclaram brancos estão indecisos, assim como 10% dos que se identificam como pardos e 9% dos que se declaram pretos. O maior percentual de indecisos se concentra no Sudeste (13%), Norte (12%) e Sul (11%). Já no Nordeste e Centro-Oeste, são 6%.