Levantamento também aborda polarização política, influência estrangeira e uso de inteligência artificial 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Urna eletrônica — Foto: AP Photo/Bruna Prado A nova edição da pesquisa eleitoral Quaest para presidente será divulgada na próxima sexta-feira (14), abordando cenários diferentes cenários para as eleições de 2026, o sentimento dos eleitores diante das opções disponíveis, a polarização política, o uso de inteligência artificial nas campanhas e a possibilidade de influência estrangeira no pleito. O debate da Band, o primeiro, acontece ainda este mês, no domingo, 23 de agosto. Segundo informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o trabalho de pesquisa começou nesta segunda-feira (10) e irá até a quinta-feira (14). A apuração vai entrevistar 2004 eleitores a partir dos 16 anos em todo o país em um questionário que consiste na realização de entrevistas pessoais, domiciliares e presenciais. A margem de erro do resultado é de 2 pontos percentuais para cima ou para baixo. Encomendada pelo Banco Genial., a consulta custou R$ 314 mil e está sob o registro BR-06773/2026 no TSE. O questionário conta com 53 perguntas e uma primeira seção espontânea, partindo posteriormente para uma seção estimulada, com os seguintes candidatos sendo exibidos: Clariana Barão (DC)Edmilson Costa (PCB)Escritor Augusto Cury (AVANTE)Flávio Bolsonaro (PL)Hertz Dias (PSTU)Leonardo Avalanche (PRTB)Lula (PT)Renan Santos (MISSÃO)Romeu Zema (NOVO)Ronaldo Caiado (PSD)Rui Costa Pimenta (PCO)Samara Martins (UP)Wilson Grassi (DEMOCRATA) Os entrevistados também serão perguntados sobre o nível de conhecimento e rejeição que tem dos candidatos expostos. Para um segundo turno, são simulados quatro cenários. São eles: Lula vs Ronaldo CaiadoLula vs Flávio Bolsonaro Lula vs Romeu Zema Lula vs Renan Santos A pesquisa também busca medir a aprovação do governo e avaliação específica do eleitor em temas gerais como a situação da economia, preços de alimentos e emprego. O levantamento pergunta qual sentimento os possíveis candidatos despertam nos eleitores — entre entusiasmo, esperança, tranquilidade, indiferença, desânimo, preocupação e raiva — e busca medir a percepção sobre quem deve vencer a eleição, independentemente da preferência de voto. Também será investigado o peso da legenda na escolha do candidato, perguntando se o partido influencia muito, pouco ou não influencia a decisão de voto. O levantamento ainda trata de temas como uma eventual interferência de governos estrangeiros nas eleições brasileiras e seus possíveis efeitos sobre candidatos de esquerda ou direita, além do uso de inteligência artificial nas campanhas. Por fim, a pesquisa procura identificar como o eleitor se posiciona politicamente, distinguindo “lulistas”, eleitores mais próximos das ideias de esquerda, independentes, eleitores mais próximos da direita e “bolsonaristas”. Últimos resultados A última edição divulgada da pesquisa saiu na quarta-feira (5). No cenário de primeiro turno, o resultado foi: Lula (PT): 39% (eram 40% em julho)Flávio Bolsonaro (PL): 30% (eram 28%)Ronaldo Caiado (PSD): 4% (eram 4%)Renan Santos (Missão): 4% (eram 3%)Romeu Zema (Novo): 2% (eram 2%)Cabo Daciolo (Mobiliza): 1% (era 1%)Augusto Cury (Avante): 1% (era 1%)Samara Martins (UP): 1% (era 1%) Uma parcela de 8% votaria em branco ou anularia o voto. 10% estavam indecisos. Em um possível segundo turno, Lula aparecia numericamente acima de Flávio Bolsonaro, com 44% de intenção de voto contra 39%, brancos e nulos somavam 13%, com 4% sem opinião. Já diante de Caiado, Lula tinha 45% ante 37% do adversário, 14% votariam em branco e 4% não opinaram. Em um cenário contra Romeu Zema, Lula contava com 46% das intenções de voto, contra 34% do ex-governador de Minas Gerais. 16% eram brancos ou nulos, e 4% indecisos. Contra o presidente do MBL, Renan Santos (Missão), o petista tinha 45%, contra 35% de Santos. 4% estavam indecisos e 16% votariam branco ou nulo. O levantamento ouviu 2.004 eleitores e o registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tem o código BR-06591/2026. *Estagiário sob supervisão de Diogo Max