Reunião no campus da Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill foi recebida por um protesto de entre 100 e 200 pessoas contra o rápido desenvolvimento da IA 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Executivos de tecnologia como o chefe da OpenAI, Sam Altman (à esquerda), e Jensen Huang (à direita), da Nvidia, instaram ministros do G20 a adotarem a IA e construírem centros de dados necessários para fazê-la funcionar — Foto: Sean Rayford/AFP Os principais executivos de tecnologia dos Estados Unidos, incluindo o chefe da Nvidia, Jensen Huang, e Sam Altman, da OpenAI, instaram nesta quarta os ministros do G20 a adotarem a inteligência artificial e construírem os centros de dados necessários para fazê-la funcionar. Esses líderes falaram no segundo dia de uma reunião do G20 no estado americano da Carolina do Norte, na qual o governo de Donald Trump reuniu as principais figuras do setor de IA para apresentar sua visão aos ministros das maiores economias do mundo. "No fim, o que cada país terá de reconhecer é que a IA é infraestrutura, da mesma forma que são a água, as estradas, a eletricidade e a internet", disse Huang. A Nvidia é a empresa-chave por trás do entusiasmo em torno da IA generativa, que a catapultou para a posição de companhia de capital aberto mais valiosa do mundo. As unidades de processamento gráfico (GPUs) da empresa, instaladas em centros de dados especialmente construídos que estão sendo erguidos em todo o planeta, são os componentes essenciais para treinar modelos de IA. Ameaça? Huang rejeitou a ideia de que a IA representa uma ameaça aos empregos, um dos temores que alimentaram a oposição pública a essa tecnologia. "A ideia de que, de alguma forma, todos os empregos serão eliminados ou desaparecerão [...] é simplesmente um absurdo", afirmou Huang aos ministros de tecnologia do G20. O trabalho será redefinido, em vez de desaparecer, argumentou. "As tarefas serão automatizadas, mas o propósito de nossos empregos permanece", afirmou. As ilhas de independência tecnológica 1 de 16 Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, em Piracicaba, São Paulo. Mariza Monteiro, pesquisadora e fundadora da Arbotec, empresa que desenvolve mudas de árvores madeireiras entre outras. — Foto: Edilson Dantas / Agência O Globo 2 de 16 Plantação de mirtilo, em Piracicaba, com irrigação de alta precisão. — Foto: Edilson Dantas / Agência O Globo X de 16 Publicidade 16 fotos 3 de 16 No Parque Tecnológico Piracicaba, Clinica do Leite testa o produto para a indústria. — Foto: Edilson Dantas / Agência O Globo 4 de 16 Clínica do leite testa produto em Piracicaba. — Foto: Edilson Dantas / Agência O Globo X de 16 Publicidade 5 de 16 Na cidade de Santa Rita do Sapucaí, a empresa JFL Alarmes, fabricante de equipamentos de segurança. — Foto: Edilson Dantas / Agência O Globo 6 de 16 Alunos com protótipos em sala de aula robótica do Instituto Nacional de Telecomunicações - INATEL. — Foto: Edilson Dantas / Agência O Globo X de 16 Publicidade 7 de 16 Eduardo Lima, que faz doutorado, trabalha no desenvolvimento de sinal de internet conduzido pela luz, no Inatel, em Santa Rita do Sapucaí — Foto: Edilson Dantas / Agência O Globo 8 de 16 Paisagem pacata do interior esconde o potencial econômico de Santa Rita do Sapucaí (MG), que tem 60% do PIB vindo de empresas de tecnologia — Foto: Edilson Dantas X de 16 Publicidade 9 de 16 Empresa incubada no Inatel desenvolve lixeira eletrônica que avisa o nível do lixo acumulado à coletora. — Foto: Edilson Dantas / Agência O Globo 10 de 16 Projeto em teste também no Inatel desenvolve planta que cresce melhor com iluminação artificial e irrigação de alta precisão com sensores de umidade na terra — Foto: Edilson Dantas / Agência O Globo X de 16 Publicidade 11 de 16 Área do Parque Tecnológico de São José dos Campos, no Vale do Paraíba paulista: cidade cresceu em torno da indústria aeronáutica e agora leva a tecnologia aos seus serviços públicos — Foto: Edilson Dantas / Agência O Globo 12 de 16 Ônibus elétrico articulado para transporte de grande número de passageiros, em São José dos Campos — Foto: Edilson Dantas / Agência O Globo X de 16 Publicidade 13 de 16 Ônibus elétrico articulado para transporte de grande número de passageiros, em São José dos Campos — Foto: Edilson Dantas / Agência O Globo 14 de 16 Em São José dos Campos, balão é usado para levar internet a lugares sem sinal e fazer monitoramento de segurança em lugares de grandes movimentações, como shows — Foto: Edilson Dantas / Agência O Globo X de 16 Publicidade 15 de 16 Empresa em São José dos Campos faz escaneamento de carro na linha de produção para detectar pequenos defeitos de fabricação. A inovação já esta sendo testada pela GM nos EUA — Foto: Edilson Dantas / Agência O Globo 16 de 16 Parque Tecnológico São José dos Campos. O Centro de Segurança e Inteligência (CSI) faz o monitoramento do trânsito, atitudes suspeitas, detecção por leitura facial de foragidos da Justiça e ajuda também a Defesa Civil. — Foto: Edilson Dantas / Agência O Globo X de 16 Publicidade Cidades que se tornaram referência em tecnologia e se destacam no país Como reflexo da preocupação pública, que cresce à medida que se aproximam as eleições legislativas de meio de mandato em novembro nos Estados Unidos, a reunião no campus da Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill foi recebida por um protesto de entre 100 e 200 pessoas contra o rápido desenvolvimento da IA. Huang reservou seu alerta mais severo para os governos que insistem nos potenciais riscos da tecnologia. "O pior resultado é não tirar proveito dela, ficar para trás. Esse é, de longe, o pior desfecho", afirmou. Huang também instou os governos a não regulamentarem excessivamente a tecnologia, repetindo comentários semelhantes feitos por Elon Musk um dia antes. "Preocupação" Em outra sessão, Altman mostrou-se menos insistente em relação ao tema dos centros de dados. "Alguns de vocês optarão por construir centros de dados. Alguns de vocês optarão por alugar centros de dados de outras pessoas porque não os querem em seu país", disse. "Acho que tudo isso está bem." Mas a adoção em si não é opcional, sustentou o chefe da OpenAI, que comparou um país que rejeita a IA a um país que tivesse rejeitado a eletricidade um século atrás. "Não é negociável. Vocês precisam usá-la", disse Altman. "O valor para um país é alto demais para ser ignorado." O executivo adotou um tom mais alarmista que Huang quanto ao risco. "A preocupação é justificada. Preocupar-se é a maneira como antecipamos problemas", disse Altman, traçando um paralelo com o desenvolvimento das normas de segurança contra incêndios. Alguns dos ministros presentes na sala foram mais cautelosos. Chris McDonald, ministro da Ciência e Tecnologia do Reino Unido, disse à AFP que ninguém discute a oportunidade descrita pelos empresários, mas "claramente as pessoas que dirigem empresas têm um conjunto de responsabilidades diferente daquele de quem dirige países", e defendeu um equilíbrio.
Líderes de tecnologia pressionam G20 por 'data centers', mas divergem sobre risco da IA
Reunião no campus da Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill foi recebida por um protesto de entre 100 e 200 pessoas contra o rápido desenvolvimento da IA











