O acesso da carne brasileira a um mercado que paga caro pelo produto esbarra a partir desta quinta-feira (3) na decisão da UE (União Europeia) de suspender a importação de carne bovina, ovos, carne de frango e de outras aves provenientes do Brasil.

Enquanto o bloco cobra garantias de cumprimento de suas normas sanitárias, entidades brasileiras se mobilizam para reverter a medida.

Em maio, o Brasil foi retirado de uma lista de países que cumprem as regras da UE sobre o uso de antibióticos na produção pecuária, em meio à pressão do setor europeu após a assinatura do acordo de livre comércio com os países do Mercosul —Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai—, em 1º de maio.

Segundo a Comissão Europeia, o Brasil não apresentou garantias suficientes sobre o cumprimento dessas normas. A decisão foi assinada e publicada em junho pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, formalizando a determinação que havia sido anunciada pelo bloco em maio.

Apesar da intervenção pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de tratativas técnicas e diplomáticas nos últimos meses, o bloco não flexibilizou a decisão, anunciada em maio, de retirar o Brasil da lista de países autorizados a vender os produtos à UE.