A mesma relação já foi feita pelo candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) em reunião com embaixadores 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Marques ordenou que Eduardo Bolsonaro se abstenha de reiterar, republicar ou propagar, por qualquer meio, a associação entre as urnas brasileiras e as venezuelanas — Foto: Ton Molina/Bloomberg O ministro Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou que o X exclua duas publicações do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro que colocam em dúvida a segurança das urnas. Nas publicações, Eduardo cita documentos apontando fraude nas eleições da Venezuela e questiona se as urnas eletrônicas brasileiras são mesmo invioláveis. Também afirma que os arquivos que tratam da disputa no país vizinho aumentariam a “pressão sobre a urna eletrônica brasileira”. “A manifestação reveste-se de caráter enganoso, porquanto a força insinuante do discurso confere aparência de plausibilidade à narrativa. Com isso, transplanta para o contexto nacional fato documentado relativo exclusivamente à Venezuela, promovendo grave descontextualização apta a instigar, no eleitorado, desconfiança quanto à integridade do processo eleitoral”, disse Nunes Marques na decisão. Ainda de acordo com o ministro, a Justiça Eleitoral já afastou, “de forma reiterada e exauriente”, alegações feitas desde a eleição de 2018 de que a urna brasileira teria ligação com uma empresa responsável pelo equipamento utilizado em eleições na Venezuela. “Nesse contexto de divulgação de fato sabidamente inverídico, já esclarecido pela Justiça Eleitoral, a pergunta retórica 'Será que no Brasil as urnas eletrônicas são realmente invioláveis?' não busca resposta, mas sugere-a, cumprindo a mesma função persuasiva da afirmação categórica, o que autoriza, neste juízo de cognição sumária, o reconhecimento da probabilidade do direito quanto a essas publicações específicas”, prossegue o ministro na decisão. A mesma relação já foi feita pelo candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) em reunião com embaixadores. Ele declarou que as urnas brasileiras “têm a mesma origem” das venezuelanas”. A fala também é alvo de uma representação no TSE. Além de determinar a exclusão das publicações, Nunes Marques ordenou que Eduardo Bolsonaro se abstenha de reiterar, republicar ou propagar, por qualquer meio, a associação entre as urnas brasileiras e as venezuelanas. Também determinou que a Meta, o X, o Google, o TikToK e a Rumble adotem medidas para impedir conteúdos semelhantes disseminados nas redes sociais.
Nunes Marques determina remoção de posts em que Eduardo Bolsonaro questiona urnas
A mesma relação já foi feita pelo candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) em reunião com embaixadores








