Segundo a Sociedade do Crescente Vermelho Iraniano, outras 67 pessoas ficaram feridas, algumas em estado grave, depois que estilhaços de um míssil americano atingiram uma casa na cidade de Kuhestak 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 As consequências, segundo a Sociedade do Crescente Vermelho Iraniano, de um ataque dos EUA que atingiu uma cerimônia de casamento no condado de Sirik — Foto: Divulgação/Crescente Vermelho Iraniano/AFP O Ministério das Relações Exteriores do Irã classificou como "crime de guerra" os ataques dos Estados Unidos de terça-feira, que resultaram em quatro mortes, incluindo uma criança e um adolescente, durante uma cerimônia de casamento no condado de Sirik, no sul do país. Segundo a Sociedade do Crescente Vermelho Iraniano, outras 67 pessoas ficaram feridas, algumas em estado grave, depois que estilhaços de um míssil americano atingiram uma casa na cidade de Kuhestak. O porta-voz do Comando Central dos EUA (Centcom), capitão da Marinha Tim Hawkins, disse à agência Reuters que o Centcom está "investigando" as notícias da mídia iraniana sobre os ataques, mas afirmou que "seus militares nunca atacam civis, ao contrário da Guarda Revolucionária Islâmica". Procurado pela rede britânica BBC, um especialista em armamentos afirmou que as imagens compartilhadas na internet após os ataques mostram fragmentos de um míssil de cruzeiro usado pelas forças americanas. De acordo com a rede catari Al Jazeera, essas imagens mostraram que vários projéteis atingiram uma torre de telecomunicações localizada perto da orla da cidade e a destruíram, e alguns moradores disseram acreditar que drones estavam entre as armas utilizadas. Com base em fragmentos encontrados em Kuhestak, especialistas em defesa afirmam que, de fato, pode se tratar de um míssil de cruzeiro avançado, guiado com precisão e lançado do ar, com "capacidade de ataque cirúrgico". Um repórter da televisão estatal, ainda de acordo com a Al Jazeera, disse que três mísseis americanos foram usados ​​no ataque, sendo que um deles atravessou o telhado e abriu um buraco de 1,5 metro no chão. Um homem identificado como Ali Malahi, proprietário do prédio atingido, onde acontecia o casamento de sua filha, disse à televisão estatal que todas as pessoas presentes no local eram civis. As vítimas foram identificadas pelo gabinete do governo da província de Hormozgan como Amir Ali Karimi, de apenas quatro anos, o adolescente Mohammad Malahi, de 16, e as mulheres Kolsoum Malahi e Zarkhatoun Taheri, ambas de 43 anos. O Ministério das Relações Exteriores iraniano afirmou que os ataques em Kuhestak completam o “catálogo de atrocidades cometidas pelos EUA contra a nação iraniana”. “Mais perigosa do que a própria bomba é a normalização dos bombardeios; e mais perigosa do que o silêncio é a conversão do silêncio em legitimidade”, escreveu Esmaeil Baghaei, porta-voz do ministério, no X. A ofensiva ocorre em meio a uma nova escalada do conflito entre EUA e Irã. Na terça-feira, dois dias depois de um ataque americano também no Estreito de Ormuz, forças dos EUA voltaram a atingir alvos iranianos na região, incluindo posições da Guarda Revolucionária Islâmica. Washington justificou a ação citando uma série de tentativas da Guarda Revolucionária de atacar navios comerciais no estreito e militares americanos na região. Um jovem morador de Kuhestak, ferido no ataque, disse que ele e amigos se aproximavam da casa onde acontecia o casamento quando ouviram jatos sobrevoando o local, seguidos por explosões enormes. — Muitas crianças pequenas e mulheres ficaram horrivelmente feridas — disse ele do leito do hospital ao Al Jazeera.