Ofensiva americana, motivada por ações contra navios comerciais e tropas dos EUA, atingiu um casamento, deixando quatro mortos e mais de 50 feridos 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Navios ancorados no Estreito de Ormuz — Foto: AFP As forças dos Estados Unidos lançaram ataques, nesta terça-feira, contra alvos da Guarda Revolucionária do Irã, em resposta a tentativas de ataque contra navios comerciais e tropas americanas, informou o Exército dos EUA. Segundo a televisão estatal iraniana, várias explosões foram ouvidas no sul do país, ao longo do Estreito de Ormuz. Os bombardeios atingiram ainda uma residência onde era realizado um casamento, deixando quatro mortos, incluindo uma criança, e mais de 50 feridos, de acordo com o Crescente Vermelho iraniano. Em resposta, a mídia estatal iraniana afirmou que as forças do país iniciaram uma "operação decisiva" contra alvos americanos na região, horas depois do presidente americano, Donald Trump, prometer uma resposta contundente a qualquer represália de Teerã. Esta é a segunda vez nesta semana que Washington atinge posições iranianas na região — depois de um mês sem trocas de fogo entre os dois países. Os ataques — que começaram às 12h, no horário local (13h de Brasília) — ocorreram após “recentes tentativas de agressão por parte da (Guarda Revolucionária) contra embarcações comerciais no Estreito de Ormuz e contra militares americanos mobilizados na região”, afirmou o Comando Central dos EUA (Centcom) no X. Trump afirmou na rede Truth Social que a operação em curso era "de grande envergadura e poderosa". O republicano também advertiu que se Teerã "retaliar por este ataque tão justificado, será atingido novamente em um nível muito mais duro e de maior intensidade". “Mas não será o maior de todos os ataques: esse está de prontidão e, quando terminar, restará muito pouco da República Islâmica do Irã!”, acrescentou o presidente. Em resposta, meios de comunicação iranianos informaram o início de ataques do país contra alvos americanos. Segundo a agência Tasnim, “bases e interesses dos EUA na região estão sendo alvos de mísseis e drones iranianos”. No Bahrein, sirenes de alerta aéreo soaram nas primeiras horas de quarta-feira (horário local), segundo jornalistas da AFP. As autoridades pediram que os moradores permanecessem calmos e se dirigissem ao local seguro mais próximo. No Kuwait, o Exército informou que suas defesas aéreas estavam respondendo "a ataques hostis com mísseis e drones”. As autoridades pediram aos cidadãos que seguissem as orientações de segurança. Na Jordânia, o Exército afirmou ter interceptado 10 dos 13 mísseis balísticos lançados pelo Irã. Os outros três caíram em áreas remotas, longe de centros povoados, e não houve registro de vítimas, segundo as autoridades jordanianas. 'Múltiplas explosões' Trump afirmou que os ataques americanos desta terça-feira nas proximidades do Estreito de Ormuz — passagem estratégica para o comércio mundial de hidrocarbonetos e onde o tráfego de navios diminuiu desde o início da guerra, em 28 de fevereiro — foram uma resposta à instalação de minas pelo Irã no estreito e ao lançamento de mísseis contra uma base americana na Jordânia. “Foram ouvidas múltiplas explosões a leste de Bandar Abbas e ao redor da ilha de Qeshm”, informou a televisão estatal iraniana, acrescentando: "Até o momento, não foram registrados incidentes nem danos". Um dos ataques, porém, atingiu uma residência onde era realizado um casamento na província de Hormozgã, segundo o Crescente Vermelho iraniano. Estilhaços dos mísseis americanos atingiram o imóvel, na cidade de Kuhestak, no condado de Sirik, às margens do Estreito de Ormuz. Um vídeo divulgado por uma conta do governo iraniano mostrou escombros e danos no local, enquanto gritos de pessoas podiam ser ouvidos ao fundo. Os meios de comunicação estatais também mencionaram quatro projéteis que teriam atingido áreas da província de Sistan-Baluchistão, no sudeste do país, a leste do estreito. Além disso, informaram que um aeroporto da província iraniana de Kermã, no sul do país, foi alvo de ataques. “Quatro projéteis atingiram áreas nos condados de Chabahar e Konarak”, informou a agência oficial de notícias IRNA, citando o funcionário provincial Ali Khalilabadi, sem especificar se houve danos. Veja fotos do Estreito de Ormuz, foco de tensão entre Irã e Estados Unidos 1 de 12 Navio comercial visto da costa de Dubai em meio ao fechamento do Estreito de Ormuz — Foto: AFP 2 de 12 Estreito de Ormuz é uma região entre Irã e Omã — Foto: Reprodução/Nasa X de 12 Publicidade 12 fotos 3 de 12 Navios na costa de Dubai em meio à crise no Estreito de Ormuz — Foto: AFP 4 de 12 Imagem de satélite mostra a localização do Estreito de Ormuz — Foto: Divulgação/Nasa via AFP X de 12 Publicidade 5 de 12 Navio é visto perto da costa de Ras al-Khaimah, nos Emirados Árabes Unidos, a caminho do Estreito de Ormuz — Foto: AFP 6 de 12 Navio da Guarda Revolucionária em exercício no Estreito de Ormuz — Foto: SEPAH NEWS / AFP X de 12 Publicidade 7 de 12 Lancha se aproxima de navio no Estreito de Ormuz — Foto: Giuseppe CACACE / AFP 8 de 12 Lancha trafega pelo Estreito de Ormuz perto da costa dos Emirados Árabes Unidos — Foto: FADEL SENNA / AFP X de 12 Publicidade 9 de 12 Cargueiro tailandês foi atacado perto do Estreito de Ormuz, no último dia 11 — Foto: AFP 10 de 12 Navios petroleiros na região do Estreito de Ormuz — Foto: Giuseppe Cacace/AFP X de 12 Publicidade 11 de 12 Petroleiros seguem fundeados no Terminal de Carga de Khor Fakkan, nos Emirados Árabes Unidos, no Estrei no Ormuz — Foto: AFP 12 de 12 Navio da Marinha iraniana participa de exercícios navais na região do Estreito de Ormuz — Foto: EBRAHIM NOROOZI /JAMEJAMONLINE/ AFP PHOTO X de 12 Publicidade Passagem crucial para o comércio mundial é tema central na guerra entre países Esses ataques americanos ocorreram pouco depois de dois petroleiros terem sido atingidos por "projéteis de origem desconhecida" quando deixavam o estreito, segundo a agência marítima grega Marisks. O preço do petróleo disparou, e o petróleo bruto WTI, principal referência americana, superou os 90 dólares por barril pela primeira vez desde o fim de julho. Seu equivalente para a Europa, o Brent, subia 4,5%, para 94,56 dólares por barril. No domingo, Washington realizou os primeiros ataques conhecidos contra o Irã em um mês, atingindo uma ilha iraniana no Estreito de Ormuz. Teerã retaliou rapidamente, atacando alvos militares americanos no Oriente Médio. Washington afirmou que suas forças atacaram lançadores de foguetes iranianos na ilha de Larak para impedir que Teerã instalasse minas na importante rota marítima. O Irã respondeu com ataques de mísseis e drones contra a Jordânia e os Emirados Árabes Unidos, afirmando que os alvos eram forças americanas nesses países. Na ocasião, Trump também havia prometido “atingi-los com força”, dizendo a um repórter da Fox News que “haverá uma resposta”. Diálogos estagnados Após seis meses de guerra, os adversários continuam em um impasse, com Teerã mantendo o Estreito de Ormuz fechado e Washington prosseguindo com um bloqueio naval aos portos iranianos. A República Islâmica afirmou que quer impor direitos de passagem no estreito, onde a navegação era livre antes do início do conflito. Teerã atacou numerosos navios que acusa de tentar evitar a rota que considera prioritária. O governo americano, por sua vez, prometeu uma campanha de "asfixia" econômica do Irã, por meio de sanções cujos detalhes e objetivos ainda estão sendo definidos. As autoridades iranianas pediram nesta terça-feira uma redução no consumo de gasolina no país, enquanto Teerã enfrenta dificuldades de importação devido ao bloqueio americano. Os diálogos entre os dois países estão atualmente estagnados, após o fracasso de um protocolo de acordo assinado em junho por Washington e Teerã. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou nesta terça que seu país está disposto a corresponder a qualquer iniciativa dos EUA para retomar o acordo de junho destinado a pôr fim ao conflito. (Com AFP)
EUA atacam novamente o Irã no Estreito de Ormuz, e Teerã responde com mísseis e drones
Ofensiva americana, motivada por ações contra navios comerciais e tropas dos EUA, atingiu um casamento, deixando quatro mortos e mais de 50 feridos










