0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O procurador-geral da República, Paulo Gonet, durante sessão do STF — Foto: Rosinei Coutinho/STF/19-12-2025 As mensagens obtidas pela Polícia Federal a partir do celular de Daniel Vorcaro tiveram de imediato um efeito colateral no MPF. Nos bastidores, procuradores já se mobilizam para defender a retomada da lista tríplice à PGR, ignorada por Lula e Jair Bolsonaro. Membros do MPF avaliam que o processo interno do órgão torna a atuação do PGR mais independente em relação à escolha de alguém de fora dela pelo presidente da República, embora o mandatário goze dessa prerrogativa. Além do caso Gonet, procuradores lembram que Augusto Aras também sofreu críticas por blindar a gestão de Bolsonaro durante a pandemia. Defensores da lista tríplice pontuam que, antes de ela ser escanteada, as críticas à atuação dos PGR eram diferentes. Mesmo sob Rodrigo Janot, por exemplo, questionava-se mais a exposição midiática e as polêmicas delações premiadas. A própria lista interna, elaborada pela primeira vez em 2001, surgiu como um antídoto a uma possível subserviência do chefe do MPF, depois das reconduções de Geraldo Brindeiro, que não à toa ficou conhecido como “engavetador-geral da República”. As mensagens que sugerem uma relação de Vorcaro com Gonet, portanto, vão reacender o debate no órgão.