Famílias nepalesas fizeram nesta quarta-feira (2) cerimônias fúnebres simbólicas para "libertar as almas" de parentes ainda desaparecidos após a avalanche de lama e rejeitos que, há uma semana, devastou vilarejos inteiros na região do Himalaia, perto da fronteira com a China.
A tragédia ocorreu em 26 de agosto, quando o colapso de uma geleira provocou uma onda gigante formada por água, rochas, lama e detritos. O desastre atingiu áreas do Nepal e da China e deixou ao menos 1.204 mortos e 4.216 desaparecidos, segundo dados divulgados por autoridades dos dois países.
Depois de dias de buscas em abrigos e necrotérios, familiares de pessoas que continuam desaparecidas começaram a realizar os últimos ritos. Em cerimônias hindus, eles queimaram efígies de palha como forma simbólica de despedida.
"Precisamos fazer isso para libertar a alma dele, para que fique em paz e feliz onde quer que esteja", afirmou Dolma Newar Tamang, ao lado do filho, durante o funeral do marido. "Vi as notícias e liguei para ele. Liguei várias vezes, mas ele nunca atendeu".
Apesar das cerimônias, as equipes de resgate nepalesas ainda mantêm esperança de encontrar sobreviventes, principalmente nos túneis de centrais hidrelétricas atingidas pela enxurrada.











