Convidados para um jantar no Palácio do Alvorada, empresários e banqueiros defenderam a necessidade de estabilidade econômica e institucional em jantar oferecido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na noite de segunda-feira (31) em Brasília.
Ao ouvir queixas de seus convidados sobre taxa de juros, inadimplência e o loteamento político de agências reguladoras, Lula acenou com a promessa de corte de despesas, comprometendo-se a perseguir a meta de superávit apresentada pela equipe econômica para 2027.
O governo estima um superávit primário de R$ 18,6 bilhões em 2027, equivalente a 0,13% do PIB (Produto Interno Bruto), segundo a proposta de Orçamento para 2027 apresentada nesta segunda-feira (31). Para honrar a promessa, o governo vai precisar entregar uma melhora nas contas de R$ 70,6 bilhões na comparação com este ano, quando há um déficit efetivo previsto de R$ 52 bilhões.
Também para afastar qualquer ameaça à autonomia do Banco Central, Lula afirmou que buscará garantir condições para a queda sustentada dos juros sob condução do BC (Banco Central).
O presidente tomou a iniciativa de negar rumores recorrentes nos bastidores de Brasília de que o chefe do BC, Gabriel Galipolo, estava sendo considerado um traidor no governo. Segundo relatos, Lula admitiu frustração com o ritmo de queda dos juros, mas disse contar com Galípolo.













