Quórum do encontro desta noite foi restrito a acionistas e presidentes de conselhos com quem o petista, em seus dois primeiros mandatos, teve relação mais próxima 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Presidente Lula — Foto: REUTERS/Adriano Machado Dez banqueiros e empresários são aguardados na noite desta segunda-feira (31) no Palácio da Alvorada, onde serão recebidos pelo presidente e candidato à reeleição pelo PT, Luiz Inácio Lula da Silva, pelo vice-presidente Geraldo Alckmin e pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan. Leia mais: Os nomes aguardados são os de Roberto Setúbal (Itaú), Luiz Carlos Trabuco (Bradesco), André Esteves (BTG), Fabio Moraes (Votorantim), Joesley Batista (J&F), José Luis Cutrale (Cutrale), Richard Gerdau Johannpeter (Gerdau), Rubens Ometto (Cosan), Rubens Menin (MRV), José Seripieri Filho (Amil). As sondagens que resultaram nos convites para o jantar foram feitas pelo presidente do PT, Edinho Silva, pelo ex-ministro da Fazenda e candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, e por André Esteves. O PT pretendia fazer um encontro com empresários antes do lançamento da candidatura de Lula na Vila Euclides, em São Bernardo do Campo, no dia 16 de agosto. A ideia era reunir, num jantar na véspera ou num café da manhã do dia 16, um grupo mais amplo. O presidente, porém, vetou. Como o mote de Vila Euclides era uma “volta às origens”, um encontro com empresários colado naquele evento misturaria as frequências. O avanço do senador e candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, nas pesquisas, porém, deu-lhe perspectiva de poder e, com isso, sua campanha conseguiu abrir portas antes travadas no mercado financeiro. No espaço de uma semana, o senador jantou com Esteves, foi recebido na sede do Bradesco em Osasco, e se reuniu com um grupo representativo de banqueiros e empresários na casa de Marcelo Kayath (QMS Capital). O gestor, que já havia promovido um encontro, de quórum mais reduzido – em número de pessoas, não em faturamento – em sua casa em Miami para Flávio Bolsonaro, acompanhou o candidato em sua visita ao Bradesco. Na visão de um dos participantes desses encontros, há um conforto maior com a visão econômica da equipe do candidato do que com o futuro das instituições sob um governo Flávio Bolsonaro. Este avanço levou o presidente a dar o sinal verde para que o encontro fosse marcado para a noite desta segunda. Não está descartado um outro encontro, mais adiante, de quórum mais elevado, para a apresentação mais detalhada do seu plano de governo. O quórum do encontro da noite desta segunda foi restrito a donos ou integrantes da família dos acionistas majoritárias de seus bancos/empresas e presidentes de conselhos com quem Lula, em seus dois primeiros mandatos, já teve uma relação mais próxima e de quem acabou se distanciando neste terceiro mandato. Os números gerais da economia brasileira de PIB, desemprego, inflação e reservas internacionais do país não preocupam o conjunto da banca e do empresariado a ser representado pelos convidados desta segunda no Alvorada. A maior preocupação vem do crescimento dos gastos públicos que requereria, na visão de um deles, um corte de aproximadamente 2% do PIB. Não se espera qualquer compromisso nesse sentido por parte de Lula. Espera-se que o presidente, que costuma ouvir mais do que falar nesses encontros, se valha de Durigan e Alckmin para fazer os acenos sobre o que esperar das medidas de seu quarto mandato.
Dez banqueiros e empresários são aguardados por Lula no Alvorada
Quórum do encontro desta noite foi restrito a acionistas e presidentes de conselhos com quem o petista, em seus dois primeiros mandatos, teve relação mais próxima











