Ministro da Fazenda e presidente do PT organizaram jantar do presidente com representantes do PIB 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Fotomontagem com registros de reunião entre o presidente Lula e empresários no Palácio do Planalto, incluindo os irmãos Joesley Batista (à esq.) e Wesley Batista (à dir.), da J&F, em maio deste ano — Foto: Fotos de Brenno Carvalho/O Globo O presidente Luiz Inácio Lula da Silva receberá na noite desta segunda-feira um grupo de empresários de destaque para um jantar no Palácio da Alvorada. O objetivo do petista, que tenta a reeleição, é mostrar que tem diálogo com representantes do PIB. São esperados no encontro, entre outros, os irmãos Joesley e Wesley Batista, da holding J&F; José Seripieri Filho, dono da Amil; Fabio Moraes, da Votorantim; Richard Gerdau, da Gerdau; Luiz Carlos Trabuco, presidente do conselho de administração do Bradesco; André Esteves, presidente do conselho de administração do BTG; Rubens Ometto, da Cosan; Rubens Menin, da MRV; Eraí Maggi, do Grupo Bom Futuro; e José Luís Cutrale, da Cutrale. O jantar foi organizado pelo presidente do PT e coordenador da campanha de Lula, Edinho Silva, e pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan. O vice-presidente Geraldo Alckmin também estará presente. De acordo com auxiliares de Lula, a reunião terá um total de 15 convidados. A campanha chegou a pensar em uma alternativa ao Palácio da Alvorada para evitar o risco de representações eleitorais por parte de adversários com acusação de uso de prédio público para atividade eleitoral, mas decidiu realizar o encontro na residência oficial. Aliados de Lula dizem que a reunião já estava marcada há dias e, por isso, negam que o jantar tenha sido organizado para dar uma resposta ao encontro de Flávio Bolsonaro (PL) com nomes da Faria Lima na quinta-feira, em São Paulo. Um dos que estiveram com o candidato do PL e agora deve comparecer ao jantar com Lula é Trabuco. O presidente do Conselho do Bradesco foi um dos banqueiros que Lula recebeu com mais frequência para conversas reservadas e faz parte do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável da Presidência da República, o “Conselhão”. A colunista Bela Megalo informou que Lula sinalizou a pessoas próximas que mudará de postura em relação aos banqueiros que estiveram com Flávio e adotará um relacionamento mais protocolar e distante com nomes que o presidente antes considerava próximos e com bom trânsito. O presidente tem tentado conter um clima de críticas de empresários, banqueiros e economista à sua política econômica, diante da preocupação crescendo com o cenário fiscal do país e com a trajetória da dívida pública, que passou da marca da 82% do PIB no atual governo — um aumento de 10 pontos percentuais ao longo do mandato. O presidente escolheu Durigan, para ser o interlocutor econômico da campanha à reeleição. Ele vem tendo reuniões com o mercado financeiro, economistas e formadores de opinião e reforçado as sinalizações de que o governo pretende ter maior contenção fiscal, em caso de vitória do petista. Como mostrou O GLOBO, Durigan tem rebatido, em alguns encontros, a tese de que o país está à beira de um colapso fiscal, mas reconhece a necessidade de adoção de medidas para controlar, sobretudo, o crescimento das despesas obrigatórias. Há uma orientação de Lula, porém, para evitar se comprometer com detalhes das propostas. Além do temor sobre impactos políticos de eventuais medidas impopulares, há uma preocupação em deixar claro que há diversas opções em aberto, e o presidente ainda não definiu qual caminho trilhará nesse ajuste.
De Joesley a Trabuco, saiba quem são os empresários que devem se reunir com Lula no Alvorada
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