A transação envolveu R$ 12,21 bilhões, sendo R$ 5,187 bilhões em pagamento pela participação nos terminais 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Aeroporto de Confins, na região metropolitana de Belo Horizonte (MG), vendido pela Motiva — Foto: Divulgação/Governo de Minas Gerais A Motiva (ex-CCR) concluiu nesta terça-feira (1º) a venda de sua plataforma de aeroportos à mexicana Asur (Grupo Aeroportuario del Sureste). A transação envolveu R$ 12,21 bilhões, sendo R$ 5,187 bilhões em pagamento pela participação nos terminais e R$ 7,024 bilhões referentes à dívida líquida das operações transferidas — os valores já foram atualizados pela inflação e ajustes de balanço. A divisão de aeroportos adquirida pela Asur inclui 17 terminais no Brasil. Entre eles, estão os de Belo Horizonte — Confins (em sociedade com a Zurich, que também está vendendo sua fatia) e Pampulha —, o de Curitiba e o de Foz do Iguaçu. Além disso, a plataforma tem outros três ativos internacionais, em Curaçao, em Quito (no Equador) e Juan Santamaría (Costa Rica). O novo controlador disse que assume hoje os aeroportos e que as operações seguem normalmente, sem mudança das equipes, que foram totalmente transferidas com a venda. A plataforma no Brasil será assumida por José Formoso, que já foi presidente da Embratel e da Claro Empresas, e hoje é conselheiro da Copasa (Companhia de Saneamento de Minas Gerais). Com a conclusão da aquisição, haverá ainda uma etapa de transição para garantir a continuidade operacional, em que haverá a transferência dos sistemas corporativos e administrativos da Motiva para a Asur, como serviços que cuidam de folha de pagamentos, suprimentos e tecnologia da informação (TI). A mexicana Asur, que assumirá os terminais, é responsável pela operação do aeroporto de Cancún, no México, e outros oito terminais na região. Além disso, a empresa opera ativos na Colômbia e em Porto Rico e tem atividades comerciais em terminais nos Estados Unidos (em Los Angeles, Nova York e Chicago). O grupo tem ações negociadas na Bolsa de Valores de Nova York e na Bolsa Mexicana de Valores. O grupo já administrava uma rede de 71,6 milhões de passageiros ao ano, volume que agora dará um salto. Em 2025, os terminais da Motiva, ao todo, transportaram 48 milhões de passageiros. Com isso, a Asur disse que passa a ser a líder aeroportuária nas Américas, em termos de movimentação anual. Em nota, o presidente do grupo mexicano, Adolfo Castro, disse que “o Brasil ocupa uma posição central na estratégia de crescimento da Asur”. Do lado da Motiva, a venda da divisão de aeroportos faz parte de um plano de reduzir o endividamento do grupo e simplificar seu portfólio, que hoje ainda tem ativos de rodovias e mobilidade urbana. A alavancagem financeira consolidada do grupo (considerando as controladas da Motiva) cai de 3,7 vezes a dívida líquida pelo Ebitda para 3 vezes. Segundo a Motiva, essa redução do indicador amplia “a capacidade financeira da companhia para fazer frente ao pipeline de R$ 170 bilhões de oportunidades mapeadas para os próximos anos para concessões rodoviárias, de trens e metrôs no Brasil, além de otimizar a estrutura de capital e melhorar o perfil de risco do portfólio”.
Motiva conclui a venda de aeroportos para a mexicana Asur por R$ 12,2 bilhões
A transação envolveu R$ 12,21 bilhões, sendo R$ 5,187 bilhões em pagamento pela participação nos terminais
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