“Não temos urgência para fazer transação, estamos olhando para o momento em que houver maximização de valor", afirma Miguel Setas Miguel Setas: “Nosso foco neste momento é concluir aeroportos, estamos evoluindo bem no calendário do processo' — Foto: Leonardo Rodrigues/Valor A Motiva (antiga CCR) tem mantido conversas com potenciais investidores para a venda de uma participação em sua divisão de mobilidade urbana, porém, a avaliação é que o momento não é “convidativo”, e que a empresa ainda está em fase de redução de riscos nas concessões de trilhos, segundo o presidente da companhia, Miguel Setas. A companhia registrou aumento de 57,5% de seu lucro líquido atribuído no segundo trimestre deste ano, que somou R$ 1,4 bilhão. Leia mais: Há oportunidade de estender concessão da Fernão Dias, mas seria ‘upside’, diz MotivaConfira os resultados e indicadores da Motiva e das demais companhias de capital aberto no portal Valor Empresas 360 “Nosso foco neste momento é concluir [a venda da divisão de] aeroportos, estamos evoluindo bem no calendário do processo. Entendemos que neste momento há uma agenda de ‘de-risking’ [redução de riscos] dos ativos de mobilidade urbana com muito valor implícito. Estamos trabalhando em São Paulo, na Bahia, no Rio de Janeiro nesses ativos e alguns passivos regulatórios que podem se traduzir em concretização de valor significativo. O processo vai ser executado de acordo com as condições de mercado e do estado de prontidão ativos”, disse ele, em teleconferência de resultados nesta quinta-feira (30). “Não temos urgência para fazer transação, estamos olhando para o momento em que houver maximização de valor. O cenário de taxas neste momento não é convidativo para uma transação como essa, então o timing não ainda está determinado. Mas é um processo que estamos mantendo conversas com mercado e está em evolução”, afirmou. Segundo Rodrigo Araújo, vice-presidente financeiro, o grupo tem mantido conversas com atores estratégicos. “É um processo vivo que cria ambiente para que, no momento em que decidir efetivamente vir a mercado, a gente vai ter clareza de parceiros com mais ‘fit’ [encaixe]”, disse. Aditivos contratuais devem avançar no 2º semestre A Motiva (CCR) prevê um avanço de aditivos contratuais significativos ao longo do segundo semestre. “Esperamos avanços na SPVias, nas linhas 5 e 17 [de trilhos em São Paulo] e na Autoban”, afirmou Rodrigo Araújo, vice-presidente financeiro. “Mas temos outras discussões regulatórias de ativos do portfólio, como ViaRio, uma extensão de prazo com ‘de-risking’ da parte tarifária. Esses são os mais relevantes em termos de valor, mas há outras discussões”, disse ele.
Cenário não é convidativo para transação na divisão de mobilidade urbana, diz presidente da Motiva
“Não temos urgência para fazer transação, estamos olhando para o momento em que houver maximização de valor", afirma Miguel Setas







