O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, anunciou nesta terça-feira (1º) que deixará o Parlamento. Ele renunciou ao cargo de premiê há seis semanas, após perder o apoio de seu Partido Trabalhista.

Starmer levou os trabalhistas de volta ao poder em 2024, com uma das maiores maiorias parlamentares da história moderna do Reino Unido, em uma reviravolta notável para o partido. Quatro anos antes, ele havia assumido a liderança da legenda, que tivera seu pior resultado eleitoral desde 1935.

O ex-advogado, no entanto, teve um mandato marcado por várias mudanças de posição que lhe causaram danos políticos, não conseguiu conquistar os eleitores e perdeu gradualmente o apoio da população e de seu próprio partido.

Starmer havia dito anteriormente que permaneceria como deputado até a próxima eleição geral. Mas afirmou ao Camden New Journal, jornal local de seu distrito eleitoral no norte de Londres, que havia mudado de ideia e pretendia "se concentrar em assuntos internacionais". Ele confirmou sua renúncia em uma publicação no X.

Apesar da queda de popularidade no Reino Unido, que lhe custou o cargo, a política externa foi frequentemente considerada um dos pontos fortes de seu governo. Starmer trabalhou em estreita colaboração com o presidente francês, Emmanuel Macron, para criar a chamada Coalizão dos Dispostos, em apoio à Ucrânia; restabeleceu relações com a China; reconheceu o Estado palestino e teve sucesso limitado nas tentativas de estreitar os laços com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.