Keir Starmer anunciou nesta segunda-feira (22), em Londres, que deixará de ser primeiro-ministro do Reino Unido. Em um breve pronunciamento em frente ao número 10 da Downing Street, a sede do governo, Starmer afirmou ter apresentado sua renúncia ao rei Charles 3° nesta manhã.

Seu provável sucessor, Andy Burnham, ex-prefeito de Manchester, também nesta segunda foi empossado como membro do Parlamento, condição política para se tornar candidato a premiê dentro do Partido Trabalhista. Visivelmente emocionado em seu discurso, Starmer declarou que dará "apoio pleno e inequívoco" a seu sucessor.

"A questão que meu partido está levantando agora é se sou a pessoa mais indicada para nos liderar nas próximas eleições gerais", disse o premiê. "Ouvi a resposta do meu grupo parlamentar a essa questão e a aceito de bom grado", completou Starmer, em tom digno, bem diferente do adotado por Boris Johnson, em julho de 2022.

Em situação semelhante, pressionado a renunciar pelo próprio partido, o conservador deixou o cargo atirando —chegou a chamar sua então maioria no Parlamento de "manada".

Se não tiver adversários dentro do Partido Trabalhista, Burnham pode tomar posse em julho. No caso de eleições internas, Starmer afirmou que solicitará à direção da sigla o registro de candidaturas até 9 de julho. "Isso garantirá a posse de um novo líder antes da volta do Parlamento [do recesso] em setembro", declarou Starmer.