Ajustes de posição e apoio dos preços do petróleo também favorecem moeda brasileira 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Dólar hoje recua e real se destaca com perspectiva de disputa eleitoral mais acirrada — Foto: Scott Eells/Bloomberg O dólar à vista exibe desvalorização frente ao real no início da tarde desta terça-feira (1), em um movimento descolado da maioria das moedas mais líquidas, ainda que alinhado a alguns mercados pares. Mesmo assim, a divisa brasileira é a mais forte na sessão de hoje e isso pode se justificar pelo misto de ajustes de posição, otimismo com o cenário eleitoral (diante de uma disputa mais acirrada) e suporte vindo dos preços do petróleo. Perto das 13h10, o dólar à vista era negociado em queda de 0,64%, cotado a R$ 5,1464, depois de ter tocado na mínima de R$ 5,1390 e batido na máxima de R$ 5,2016. Já o euro comercial recuava 0,88%, negociado a R$ 5,9642. No exterior, perto do horário mencionado acima, o índice DXY, que mede a força do dólar contra uma cesta de seis moedas de mercados desenvolvidos, avançava 0,22%, aos 99,643 pontos. No começo da sessão, o dólar exibia leve apreciação, acompanhando a dinâmica da maioria dos mercados. Ao longo da manhã, no entanto, o movimento reverteu e a moeda americana passou a ficar bem pressionada, enquanto o real se destacava entre os pares. Operadores mencionaram mais uma pesquisa eleitoral como suporte ao real. “O cenário eleitoral melhorando para a direita pode explicar essa outperformance [valorização acima dos pares] do real", diz um gestor de moedas, na condição de anonimato. Já um trader aponta que não vê algo específico fazendo preço, mas um cenário como um todo mais construtivo. “O sentimento do mercado está virando para uma eleição mais disputada desde a sabatina do Flávio, na sexta à noite", afirma. “O real teve um desempenho bastante fraco em agosto, mesmo com o petróleo subindo, então faz sentido um movimento como o de hoje.” Operadores também mencionaram notícias ligando o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro como outro ponto de suporte. “Isso reforça a ideia de Lula fraco, ainda que não seja uma relação tão direta”, aponta um gestor.