Uma disparada nas prisões por motivos migratórios atingiu, nos últimos meses, milhares de pessoas que até então não eram o foco da campanha de deportação em massa do presidente Donald Trump.
Entre elas, estavam pessoas casadas com cidadãos americanos, pessoas que haviam entrado de forma legal no país e buscavam obter asilo e outras que tinham um status legal temporário, cuja revogação foi feita pelo governo.
A maioria dos imigrantes presos em julho era acusada de violar leis civis de imigração, mas não havia sido denunciada nem condenada por crime, segundo uma análise de dados federais recém-divulgados. A parcela com condenação anterior por crime violento caiu para menos de 4%.
No total, as prisões por motivos migratórios atingiram níveis recordes, com 43 mil detenções pelo Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE, na sigla em inglês) em junho e 49 mil em julho. Dois casos fatais envolvendo agentes do ICE, no Texas e no Maine, provocaram indignação, mas não reduziram de maneira significativa o ritmo das prisões.
Um representante do Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês) afirmou que o governo estava cumprindo suas promessas de prender e deportar criminosos e que qualquer pessoa em situação irregular no país era alvo de fiscalização.








