Talvez esteja na hora de ampliar o campo de visão da regra, reconhecendo os efeitos fiscais das operações financeiras e tornando mais visíveis os canais para os quais o estímulo migra 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 A relação entre finanças públicas e ciclos eleitorais é conhecida: o gasto público tende a subir em anos de eleição, na tentativa de gerar sensação de bem-estar e sustentar a popularidade do governo. O ciclo de 2026 não foge à regra: os gastos primários federais partiram com força bem maior que em pleitos anteriores. O impulso do gasto público, federal mais estadual, superou a própria variação do PIB tanto em 2022 quanto no primeiro trimestre deste ano. Mas há uma regularidade adicional, menos discutida: regras fiscais não eliminam a pressão política pelo gasto, apenas ajudam a determinar por onde ela vai escapar. Sob o teto de gastos, uma das válvulas foi a desoneração tributária, que funcionou como um expediente para conceder benefícios a setores sem violar formalmente o limite de despesas. Sob o Novo Arcabouço Fiscal, em vigor desde 2024, o canal mudou: são as despesas financeiras.

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