Dan Driscoll deixa o cargo após período à frente das Forças Armadas marcado por mudanças no alto comando e seis meses depois do início da guerra entre EUA e Irã 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O secretário do Exército dos EUA, Daniel Driscoll, conversa com membros da equipe americana após uma reunião com a delegação ucraniana em Genebra — Foto: Fabrice Coffrini/AFP O secretário do Exército dos Estados Unidos, Dan Driscoll, apresentou sua renúncia ao presidente americano, Donald Trump, informou a Casa Branca nesta segunda-feira. A saída ocorre após meses de tensão com o secretário de Defesa, Pete Hegseth, segundo fontes ouvidas pela CNN. A notícia foi publicada primeiro pelo Wall Street Journal, que informou a saída com exclusividade. Um funcionário do Exército afirmou à CNN que Driscoll “conversou com o presidente sobre o atual estado do Exército e apresentou sua renúncia”. Questionada sobre a reportagem do Wall Street Journal de que Driscoll havia renunciado, a vice-porta-voz principal da Casa Branca, Anna Kelly, não negou a informação. Em comunicado, Kelly elogiou o trabalho do secretário e afirmou que ele foi “altamente eficaz” em promover a agenda do presidente Trump de “Tornar a América Forte Novamente” no Departamento do Exército. Segundo Kelly, Driscoll ofereceu "uma liderança excepcional durante operações militares históricas, restaurando o foco na prontidão e na letalidade, auxiliando nas negociações entre Rússia e Ucrânia, entre outras ações”. A saída acontece após meses de relatos de atritos entre Driscoll e Hegseth. De acordo com fontes citadas anteriormente pela CNN, o secretário de Defesa demonstrava desconfiança em relação a integrantes de sua equipe, tanto civis quanto militares, e questionava a lealdade de alguns deles. A relação entre Hegseth e Driscoll teria sido especialmente marcada por disputas internas. Segundo a CNN, Hegseth considerava a proximidade do secretário do Exército com a Casa Branca uma tentativa de contornar sua autoridade. Driscoll é veterano do Exército e amigo de longa data do vice-presidente americano, JD Vance. Os dois foram colegas na Faculdade de Direito de Yale e permaneceram próximos desde então. O secretário também desenvolveu uma relação própria com Trump. No ano passado, o presidente o escolheu para ajudar a convencer a Ucrânia a voltar à mesa de negociações para discutir o fim da guerra com a Rússia. Atritos no comando militar A saída de Driscoll ocorre em meio a uma série de mudanças no alto comando militar durante a gestão de Hegseth. No início deste ano, o secretário de Defesa demitiu o chefe do Estado-Maior do Exército, general Randy George, além de outros dois generais. George e Driscoll trabalhavam em estreita colaboração, segundo a CNN. A renúncia também ocorre seis meses após o início da guerra entre EUA e Irã, que continua sem sinais de encerramento. Driscoll estava à frente do Departamento do Exército durante parte desse período, além de ter participado dos esforços diplomáticos relacionados à guerra na Ucrânia. A Casa Branca não informou imediatamente quem deverá substituir Driscoll no cargo. (Com AFP)
Secretário do Exército dos EUA renuncia, diz Casa Branca, após relatos de atritos com Hegseth
Dan Driscoll deixa o cargo após período à frente das Forças Armadas marcado por mudanças no alto comando e seis meses depois do início da guerra entre EUA e Irã











