Não ficou claro se a Casa Branca havia aceitado o pedido de Dan Driscoll, que é próximo do vice-presidente J.D. Vance 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O secretário do Exército dos Estados Unidos, Dan Driscoll, fala na Escola de Guerra do Exército dos EUA durante a Cúpula de Defesa e Inovação da Pensilvânia, em 15 de julho de 2026, em Carlisle, Pensilvânia — Foto: Foto AP/Matt Rourke, arquivo O secretário do Exército dos Estados Unidos, Dan Driscoll, apresentou sua renúncia à Casa Branca após meses de tensão com o secretário de Defesa, Pete Hegseth, disse à Reuters uma fonte a par do assunto. Driscoll, que segundo autoridades é próximo do vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, torna-se a mais recente autoridade de alto escalão a ser demitida ou pressionada a deixar o Pentágono sob Hegseth. A saída também ocorre enquanto os EUA continuam envolvidos em uma guerra com o Irã, com milhares de soldados do Exército americano mobilizados no Oriente Médio. Não estava claro se a Casa Branca havia aceitado sua renúncia. “Driscoll levantou junto ao governo preocupações relacionadas à transformação e à prontidão do Exército e, especificamente, ao fato de Hegseth estar bloqueando esses esforços ao demitir os generais responsáveis por eles”, disse a fonte, referindo-se às iniciativas de Driscoll para modernizar o Exército. O Exército não quis comentar a notícia, divulgada inicialmente pelo Wall Street Journal. “O secretário Driscoll tem sido altamente eficaz em promover a agenda do presidente Trump de Tornar a América Forte Novamente no Departamento do Exército, oferecendo uma liderança excepcional durante operações militares históricas, restaurando a ênfase na prontidão e na capacidade letal, auxiliando nas negociações entre Rússia e Ucrânia, entre outras ações”, disse a porta-voz da Casa Branca, Anna Kelly, em comunicado. A fonte afirmou que Dave Fitzgerald, subsecretário adjunto do Exército que tinha como foco a inovação dentro da força, também deve renunciar. Fitzgerald não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. Secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth — Foto: Evelyn Hockstein/Reuters Frustração com Hegseth vinha crescendo Driscoll, que foi confirmado para o principal cargo civil do Exército em fevereiro de 2025, pressionou a força a ser mais ágil na aquisição de armamentos mais baratos e criticou grandes fabricantes de armas. O secretário do Exército é responsável pelo treinamento e pelos equipamentos dos soldados. “A base industrial de defesa de modo geral, e as grandes contratadas em particular, enganaram o povo americano, o Pentágono e o Exército”, disse Driscoll no ano passado, em referência às grandes empresas do setor de defesa. Uma autoridade americana, que falou sob condição de anonimato, afirmou que Hegseth via Driscoll como uma ameaça dentro da burocracia e há tempos queria afastá-lo. Mas os laços de Driscoll com Vance, segundo a autoridade, dificultavam essa iniciativa de Hegseth. Driscoll ganhou destaque fora do Pentágono quando foi escolhido por Trump para participar de negociações com Moscou e Kiev para pôr fim à guerra na Ucrânia — uma missão diplomática incomum para um secretário do Exército. Em abril, Hegseth demitiu o chefe do Estado-Maior do Exército dos EUA, Randy George, uma importante mudança no comando que ocorreu enquanto as Forças Armadas americanas travavam uma grande guerra no Oriente Médio. A autoridade disse que a demissão de George pegou Driscoll de surpresa e aumentou sua frustração com Hegseth. Driscoll disse a parlamentares em abril que, depois que George foi demitido, sua família foi até a casa do ex-general e lhe deu um abraço. Em junho, Hegseth também afastou o comandante das forças do Exército dos EUA na Europa e bloqueou pessoalmente a promoção de autoridades de alto escalão do Exército. “Driscoll trouxe um senso de urgência a uma instituição que não pode se dar ao luxo da complacência”, disse o deputado republicano Pat Harrigan. “O serviço de Dan a este país está longe de terminar”, acrescentou Harrigan.
Secretário do Exército dos EUA apresenta renúncia em meio à tensão com Hegseth, diz fonte
Não ficou claro se a Casa Branca havia aceitado o pedido de Dan Driscoll, que é próximo do vice-presidente J.D. Vance












