A cota chinesa de importação de carne bovina do Brasil sem a taxa extra de 55% está preenchida e, nesta semana, entram em vigor as barreiras dos europeus para a proteína animal brasileira. Essas barreiras têm efeitos práticos, com reduções de volume, mas o maior peso delas é sempre o que recai sobre a imagem do produto brasileiro. E é sobre isso que o Brasil deveria ficar muito atento.
A redução da importação chinesa, por causa da pesada taxa imposta ao produto brasileiro, pode durar pouco. Logo em janeiro, o país volta a importar a carne bovina brasileira sem a cota e com um volume de até 1,128 milhão de toneladas. Para que esse produto comece a entrar novamente no mercado chinês, as encomendas têm início já nos próximos meses, o que mantém aquecido o mercado brasileiro.
Quanto à União Europeia, a tese é de que o volume a ser perdido, no caso da carne bovina, é pequeno, embora o mercado pague melhor do que os demais pelo produto brasileiro. O desgaste de imagem, no entanto, é grande.
A China não impôs a cota extra de 55%, além dos 12% padrão já existentes, por uma questão sanitária, mas para proteger internamente os seus pecuaristas.
Vários mercados concorrentes do Brasil, no entanto, estão deturpando os motivos dessa tributação, desviando o olhar de importadores internacionais para a questão de qualidade do produto brasileiro.









