O órgão americano baseou a decisão em um estudo internacional com mais de 13 mil pacientes acompanhados por cerca de quatro anos e meio 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Mounjaro — Foto: Divulgação/Eli Lilly do Brasil O FDA (Food and Drug Administration), órgão regulador de medicamentos dos Estados Unidos, liberou o uso do Mounjaro, da farmacêutica Eli Lilly, para reduzir risco de infarto, AVC e morte cardíaca em adultos com diabetes tipo 2 e alto risco cardiovascular. Isso amplia o uso do medicamento à base de tirzepatida, antes voltado apenas ao controle do diabetes e, posteriormente, usado no tratamento da obesidade. O FDA baseou a decisão em um estudo internacional com mais de 13 mil pacientes acompanhados por cerca de quatro anos e meio. A pesquisa comparou o Mounjaro ao Trulicity e registrou redução de 8% na taxa de eventos cardiovasculares graves entre os usuários de tirzepatida. Essa substância atua sobre os receptores dos hormônios GIP e GLP-1, envolvidos no controle da glicemia e do apetite. Nos Estados Unidos, a mesma molécula é comercializada com o nome Zepbound para o tratamento da obesidade. O remédio estimula a liberação de insulina quando o nível de açúcar no sangue está alto, retarda o esvaziamento do estômago e aumenta a saciedade. A aprovação ocorre em meio a uma corrida entre as principais fabricantes de medicamentos da classe dos agonistas de GLP-1 para ampliar o uso dessas terapias para além do diabetes e da obesidade. Uso no Brasil No Brasil, o Mounjaro (tirzepatida) possui aprovação oficial da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para duas finalidades em adultos: o tratamento do diabetes tipo 2 e o controle crônico de peso (para casos de obesidade ou sobrepeso com comorbidades), sempre associado à dieta e à atividade física. A indicação do medicamento foi ampliada para crianças e adolescentes a partir dos 10 anos, mas essa autorização pediátrica é voltada exclusivamente para o controle do diabetes tipo 2. Até o momento, a bula brasileira não prevê o uso do fármaco para reduzir o risco de infarto e AVC. Para que esses benefícios cardiovasculares passem a constar oficialmente no documento, é necessária uma nova autorização específica da agência reguladora
Mounjaro: FDA libera uso para reduzir risco de infarto e AVC nos EUA; entenda
O órgão americano baseou a decisão em um estudo internacional com mais de 13 mil pacientes acompanhados por cerca de quatro anos e meio












