Medicamento da Eli Lilly, fabricante do Mounjaro, já havia sido aprovado pela agência reguladora dos Estados Unidos; não há previsão de chegada ao Brasil 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Foundayo, da farmacêutica Eli Lilly — Foto: Divulgação | Eli Lilly Os medicamentos da classe dos agonistas de GLP-1, como a semaglutida (Ozempic e Wegovy) e a tirzepatida (Mounjaro), trouxeram uma verdadeira revolução para o tratamento de pacientes com diabetes e obesidade. Algumas pessoas, no entanto, são sensíveis à forma de aplicação de tais medicamentos, feita de forma subcutânea. O armazenamento na geladeira também pode representar um desafio. Uma nova proposta farmacêutica pode aliviar esses desconfortos: trata-se de uma pílula diária voltada para perda de peso e controle do diabetes tipo 2. O medicamento, chamado Foundayo e produzido pela farmacêutica Eli Lilly, foi autorizado nesta segunda-feira no Reino Unido pela Medicines and Healthcare products Regulatory Agency (MHRA), agência reguladora britânica de medicamentos e dispositivos médicos. O país tornou-se o primeiro da Europa a permitir o uso do comprimido, após aprovação dos Estados Unidos. Segundo a Reuters, ainda não há detalhes sobre o preço do medicamento no Reino Unido. Como funciona o Foundayo? O Foundayo, cujo princípio ativo é o orforglipron, é um medicamento da classe dos agonistas do receptor de GLP-1, a mesma de remédios como Mounjaro e Wegovy. A substância imita a ação de um hormônio produzido naturalmente pelo organismo após as refeições, atuando em regiões do cérebro relacionadas ao apetite. Com isso, aumenta a sensação de saciedade, reduz a fome e a vontade de comer. Uma diferença entre o Foundayo e as medicações já conhecidas é que ele possui uma molécula diferente dos remédios que mimetizam o mesmo hormônio. Segundo estudos mais recentes, ele promove uma perda de até 15% do peso em 36 semanas. A medicação é consumida de forma oral, tomada uma vez por dia, e oferece a vantagem de não precisar de jejum antes do consumo. Além disso, tem potencial para um preço mais baixo — cerca de sete vezes mais barata que o Monjauro — e só pode ser vendida com orientação médica nos EUA e Reino Unido. Famosos que aderiram à caneta emagrecedora falam dos efeitos 1 de 7 Lucas Buda aliou o uso do mounjaro com uma rotina de exercícios físicos intensa e alimentação audável com acompanhamento médico. Ele disse já ter perdido 32 quilos e o objetivo é perder mais dez — Foto: Reprodução/Instagram 2 de 7 A ex-panicat Juju Salimeni disse em uma entrevista que faz uso de uma baixa dosagem de mounjaro para controlar a fome: "Eu não quero emagrecer. Uma vez por mês, para mim, está ótimo" — Foto: Reprodução/Instagram X de 7 Publicidade 7 fotos 3 de 7 A apresentadora Oprah Winfrey afirmou ter perdido 23 quilos com o auxílio da caneta emagrecedora, porém, relatou ter tido um efeito rebote após interromper o uso. Ela recuperou 9 quilos. — Foto: Reprodução/Instagram 4 de 7 Jojo Todynho utilizou o medicamento mounjaro para ajudar a manter o resultado após perder mais de 80 quilos com uma cirurgia bariátrica e mudanças no estilo de vida — Foto: Reprodução/Instagram X de 7 Publicidade 5 de 7 O jornalista Luiz Bacci revelou ter perdido cerca de 15 quilos após utilizar a medicação nos EUA — Foto: Reprodução/Instagram 6 de 7 Silvia Abravanel perdeu cerca de 35 quilos com o mounjaro. Ela conta que mantém o uso do medicamento mais de um ano depois para evitar o reganho de peso: 'Se eu parar eu sei que vou engordar" — Foto: Reprodução/TV Globo X de 7 Publicidade 7 de 7 A ex-"BBB" Viih Tube admitiu ter tentado usar canetas emagrecedoras após o nascimento de seu segundo filho: "Tentei tomar Mounjaro e Ozempic, com acompanhamento médico, porém passei muito mal. Muita náusea, enjoo, vômitos" — Foto: Reprodução/Instagram . Estudos recentes O objetivo da análise foi avaliar a eficácia e a segurança do orforglipron em comparação com o placebo na manutenção da redução do peso corporal após 72 semanas de tratamento. Quando administrado por via oral diariamente, o medicamento apresentou eficácia na perda de peso, melhorias nos fatores de risco cardiometabólicos e segurança geralmente semelhante a dos agonistas do receptor de GLP-1 injetáveis, presentes no Mounjaro e no Ozempic. Os participantes perderam entre 12% e 15% do peso corporal. No entanto, o artigo avaliou que "a manutenção desses benefícios à saúde requer administração contínua, o que pode ser um desafio". Ou seja, o paciente pode voltar a ter índices de insulina mais altos no sangue após a interrupção do tratamento com o orforglipron. "O reganho de peso após a interrupção das intervenções para perda de peso, independentemente da modalidade de perda de peso, foi demonstrado, ressaltando a necessidade de terapia contínua para minimizar as alterações no peso corporal e manter as melhorias nos parâmetros cardiometabólicos após a redução de peso, com o objetivo final de preservar os benefícios para a saúde geral", avalia a publicação. Os eventos adversos mais comuns encontrados pelo estudo não são preocupantes, como efeitos gastrointestinais, em sua maioria de intensidade leve a moderada. A publicação ressalta, no entanto, que não houve um grupo que continuasse usando as canetas emagrecedoras para ser comparado ao que passou para a pílula ​​e que o estudo teve duração curta, de 2 meses, e que o ideal seria testá-los por um ano.