Procedimento com ácido hialurônico busca estimular a pele e melhorar características como firmeza, elasticidade, hidratação e textura; dermatologista explica para quem a técnica pode ser indicada. 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Biorremodelação: quando o foco é a qualidade da pele — Foto: Magnific Quando o assunto é rejuvenescimento facial, logo vêm à cabeça procedimentos que preenchem sulcos, devolvem volume ou redefinem os contornos. A biorremodelação segue outro caminho: em vez de mudar o desenho do rosto, a proposta é melhorar a qualidade da pele, estimulando processos que ajudam a manter firmeza, elasticidade e hidratação. "O conceito está relacionado à capacidade de promover uma remodelação dos tecidos por meio de estímulos celulares e bioquímicos. Entre as substâncias utilizadas com essa finalidade está o ácido hialurônico, que, além de estar naturalmente presente no organismo, participa de diferentes processos no ambiente que envolve as células e dá suporte aos tecidos", explica a dermatologista Flávia Brasileiro, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. A diferença em relação aos preenchimentos está justamente aí. "O objetivo é criar um estímulo para que as próprias células trabalhem de maneira mais eficiente na manutenção e na remodelação do tecido. O ácido hialurônico presente no Profhilo participa desse processo por meio da interação com estruturas que dão suporte à pele e com receptores presentes na superfície das células", afirma. Mais qualidade, menos mudança de contorno Na pele, o ácido hialurônico vai além da função de hidratar. "É importante entender que a pele não é uma estrutura estática. As células recebem constantemente sinais do ambiente ao seu redor e respondem a eles. A biorremodelação procura atuar justamente nesse contexto, promovendo estímulos que podem contribuir para a renovação e a organização do tecido", diz a médica. Na prática, a proposta é favorecer a produção de elementos importantes para a sustentação da pele, como ácido hialurônico, colágeno e elastina. O efeito esperado aparece aos poucos, com melhora da hidratação, da elasticidade, da firmeza e da textura, sem a intenção de modificar os contornos do rosto como acontece em um preenchimento. "O resultado esperado é uma melhora progressiva das características da pele, sem que o objetivo principal seja alterar os contornos do rosto", ressalta Flávia. Para quem é indicada? A indicação depende das características de cada pele, mas a biorremodelação pode ser considerada diante de sinais como perda de elasticidade, desidratação, flacidez inicial e mudanças associadas ao envelhecimento. "É um tratamento interessante principalmente quando a queixa do paciente está mais relacionada à qualidade da pele do que à falta de volume. Uma pessoa pode ter pouca indicação de preenchimento, mas apresentar redução da elasticidade, hidratação e firmeza. Nesses casos, podemos pensar em estratégias voltadas à remodelação do tecido", pondera a dermatologista. A técnica também pode fazer parte de uma estratégia de cuidado ao longo do tempo. A ideia, nesse caso, não é impedir o envelhecimento, mas preservar por mais tempo as características de uma pele saudável. "O objetivo não é interromper o envelhecimento, mas preservar por mais tempo as características de uma pele saudável e acompanhar as mudanças que acontecem progressivamente nos tecidos", pontua. Embora o rosto seja a área mais associada ao procedimento, a abordagem pode ser considerada para regiões como pescoço, colo e mãos, dependendo da avaliação médica e da indicação. "É a avaliação individual que determina se a biorremodelação faz sentido e qual estratégia é mais adequada para cada caso. Em algumas situações, o Profhilo pode ser associado a outros tratamentos", finaliza.