Técnica preventiva de aplicação ganha espaço entre pacientes mais jovens e reforça a mudança no perfil de quem busca procedimentos estéticos 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Divulgação — Foto: Divulgação O botox deixou de ser associado apenas à correção de rugas já formadas. Uma nova abordagem, com doses menores e aplicação preventiva de toxina botulínica, vem ganhando espaço entre pacientes mais jovens que buscam evitar as marcas de expressão antes que elas se tornem permanentes. A técnica utiliza doses menores de toxina botulínica, aplicadas de forma pontual, com o objetivo de suavizar a movimentação muscular sem eliminar completamente a expressão facial. Diferente da aplicação tradicional, voltada para tratar rugas já estabelecidas, essa abordagem atua de forma preventiva. A ideia é reduzir a repetição do movimento muscular que, ao longo dos anos, forma as chamadas rugas dinâmicas, aquelas que aparecem quando sorrimos, franzimos a testa ou fazemos outras expressões do dia a dia. Uma revisão sistemática publicada na Brazilian Journal of Biological Sciences, que analisou estudos sobre o uso preventivo da toxina botulínica tipo A em adultos jovens, aponta que essa abordagem pode retardar a formação de rugas estáticas e melhorar a qualidade da pele, com alta satisfação estética e eventos adversos leves e transitórios. O próprio estudo pondera que ainda faltam dados de longo prazo sobre a durabilidade desses efeitos. "Trabalhamos com uma lógica diferente da aplicação convencional. Em vez de tratar uma ruga que já se formou, a proposta é atuar antes, com uma dose menor, que suaviza o movimento muscular sem travar a expressão do rosto", explica Alan Macário, cirurgião-dentista e diretor técnico da Botopremium. Essa mudança de abordagem também reflete uma transformação no perfil de quem procura esse tipo de procedimento. Se antes o botox era mais associado a pacientes acima dos 40 anos, hoje a busca preventiva tem atraído um público mais jovem, muitas vezes ainda na casa dos 20 e poucos anos, interessado em retardar o aparecimento das primeiras marcas de expressão. "Vemos uma mudança clara no perfil de quem busca esse tipo de procedimento. É um público mais jovem, que enxerga a prevenção como parte da rotina de cuidados, da mesma forma que já cuida da pele ou pratica atividade física", afirma Manoel Ferreira, sócio-diretor de Operações da Botopremium. O movimento também acompanha uma tendência maior no mercado de estética: a busca por resultados mais naturais, que preservem a mobilidade e a expressividade do rosto, em vez do efeito "congelado" associado a doses mais altas de toxina botulínica em anos anteriores. Protocolos com doses ajustadas individualmente têm sido cada vez mais procurados por quem quer um resultado discreto, difícil de perceber a olho nu. Rodrigo D'Paula, CEO do Botopremium, observa que esse tipo de demanda reflete uma mudança de comportamento que vai além da estética. "O paciente de hoje não busca mais transformar o rosto, ele busca se cuidar de forma preventiva e natural. É um movimento de autocuidado que só tende a crescer", diz. Apesar de utilizar doses menores, essa aplicação preventiva segue sendo um procedimento médico e deve ser feita por profissional habilitado, com avaliação individual de cada paciente antes da definição do protocolo. A técnica não substitui outros cuidados com a pele, mas se soma como mais uma opção dentro do conjunto de procedimentos preventivos disponíveis no mercado de estética.