Celebrado em 31 de agosto, o Dia do Nutricionista chama atenção para uma mudança que vai além da elaboração de dietas. Segundo o Vigitel (Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico) 2024, do Ministério da Saúde, entre 2006 e 2024, a proporção de adultos com excesso de peso nas capitais e no Distrito Federal passou de 42,6% para 62,6%. No mesmo período, a obesidade aumentou de 11,8% para 25,7%.
Diante do avanço de fatores de risco associados às doenças crônicas, a nutrição passa a ocupar um papel mais estratégico na prevenção, ao permitir que alterações no metabolismo, na composição corporal, nos hábitos e em indicadores laboratoriais sejam acompanhadas antes que o cuidado fique restrito ao tratamento de um problema já instalado.
Bruna Makluf, nutricionista e mestre em Saúde, diretora de Nutrição da WeFit, healthtech brasileira especializada em saúde personalizada e nutrição de precisão, defende que a prevenção nutricional começa pela compreensão do indivíduo como um todo, e não apenas pela análise do que ele coloca no prato.
“A alimentação continua sendo central, mas a prevenção exige uma leitura mais ampla. Precisamos entender exames, metabolismo, saúde intestinal, composição corporal, sono, rotina e histórico do paciente para identificar o que pode ser ajustado antes que determinadas alterações avancem”, afirma.








