Indicação de senador foi costurada com presidente Lula; governistas trabalham para tentar aproveitar o quórum elevado para votação da PEC do fim da escala 6x1 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) — Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Bruno Dantas deve protocolar o seu pedido de renúncia ao cargo no início da tarde desta segunda-feira (31), confirmou ao Valor uma fonte próxima do magistrado. Com isso, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), intensificará os movimentos para tentar levar ao plenário, já na quarta-feira (2), a indicação do ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para a vaga no TCU. Conforme acordado entre ambos, nos recentes encontros, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinará a mensagem indicando Pacheco ao TCU. Leia mais: Nos bastidores, os governistas trabalham para tentar aproveitar o quórum elevado relativo à indicação de Pacheco e, dessa forma, convencer Alcolumbre a também levar à votação a proposta de emenda constitucional (PEC) do fim da escala de trabalho 6 x 1. Segundo fontes a par dessa articulação, Alcolumbre disparou telefonemas para os senadores para que estejam, presencialmente, em Brasília, a fim de votar a indicação de Pacheco ao TCU. Isso porque pelo regimento interno do Senado, a análise da indicação de autoridades depende de quórum qualificado, ou seja, da presença de, no mínimo, 41 senadores no plenário para dar início à votação. A semana é de esforço concentrado - e a última de votações antes da eleição - mas os parlamentares podem optar pela votação remota. Nas recentes reuniões com Lula, Alcolumbre não teria garantido a aprovação do texto no plenário, mas o presidente e seus auxiliares intensificaram a pressão para que a PEC do fim da 6 x 1 seja votada nos dois turnos. O principal argumento é de que seria essencial para a vitória de Lula na eleição. Além disso, a percepção é de que depois das eleições, sem o peso do eleitor não seria possível pressionar os senadores a votarem tema tão controverso. Há meses, circulavam rumores de que Bruno Dantas deixaria o TCU para migrar para a iniciativa privada, abrindo caminho para a indicação de Pacheco. Foi a alternativa encontrada por Alcolumbre para manter o aliado no topo do poder federal, depois que Lula não quis indicá-lo para o Supremo Tribunal Federal (STF). A vaga de Bruno Dantas no TCU é originária do Senado. Em abril, os deputados aprovaram a indicação do ex-líder do governo Odair Cunha (PT-MG) para o TCU, na vaga que pertencia à Câmara dos Deputados.