Senador ocupará vaga de Bruno Dantas, que renunciou ao cargo para se dedicar à iniciativa privada 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) — Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou, por 404 a 61 votos, a indicação do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para o Tribunal de Contas da União (TCU). Ele ocupará a vaga de Bruno Dantas, que anunciou na segunda-feira (31) renúncia ao cargo para se dedicar à iniciativa privada. O texto agora segue para promulgação. A indicação precisa ser confirmada pela Presidência da República e pelo próprio TCU. O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), destacou “preparo técnico e político” do senador Rodrigo Pacheco para ocupar o cargo no TCU. “Desejamos que possa, no Tribunal de Contas, ter o mesmo êxito a mesma dedicação e o mesmo compromisso com a sociedade brasileira e com o Congresso Nacional”, declarou o presidente da Câmara, destacando trajetória política de Pacheco. Durante leitura do parecer, o relator da matéria, deputado Aécio Neves (PSDB-MG), também fez elogios ao nome aprovado para o Tribunal de Contas. "O ilustre senador Rodrigo Pacheco conta com vibrantes 49 anos de idade, gozando de pleno vigor da sua vida pública e no auge da sua maturidade política, prova de quem já exerceu as mais elevadas funções da República. Sua excelência está apta, portanto, a exercer não apenas o posto de ministro do Tribunal de Contas da União, mas qualquer cargo da cordilheira estatal", declarou. Na terça-feira, por 64 votos a 3, o plenário do Senado aprovou a indicação de Pacheco à Corte de Contas. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), aproveitou a semana de esforço concentrado no Congresso para agilizar a indicação do aliado. A tentativa anterior foi de emplacar Pacheco no Supremo Tribunal Federal (STF), mas o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) preferiu indicar o ministro da AGU, Jorge Messias. Contrariado, Alcolumbre articulou contra Messias, que acabou rejeitado. A manobra abriu uma crise entre o presidente do Senado e o presidente da República, que só foi superada recentemente, quando retomaram o diálogo. Advogado criminalista, Pacheco, de 49 anos, nasceu em Porto Velho (RO), mas cresceu em Passos, no sul de Minas Gerais. Foi conselheiro federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e iniciou a carreira política em 2014, ao ser eleito deputado federal por Minas. Na Câmara, presidiu a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e ganhou projeção durante a análise das denúncias contra o então presidente Michel Temer. Pacheco tentou a Prefeitura de Belo Horizonte em 2016 e, dois anos depois, foi eleito senador. Chegou à presidência do Senado em 2021, com apoio decisivo de Alcolumbre, e comandou a Casa por dois biênios, até fevereiro de 2025. No período, tornou-se um dos principais interlocutores do Congresso com os governos Jair Bolsonaro e Lula. Nos últimos meses, Lula tentou convencer Pacheco a disputar o governo de Minas. O presidente via o senador como o nome mais competitivo para organizar um palanque governista no segundo maior colégio eleitoral do país. Pacheco resistiu, porém, e em maio anunciou que não concorreria e que pretendia encerrar sua trajetória política ao fim do mandato. Configuração do TCU O TCU é composto por nove ministros. Pela Constituição, seis são escolhidos pelo Congresso Nacional e três pelo presidente da República, com aprovação do Senado. Entre as vagas presidenciais, duas devem ser preenchidas alternadamente por auditores do próprio tribunal e integrantes do Ministério Público junto ao TCU, a partir de listas tríplices. Como a cadeira de Dantas pertence à cota do Senado, a análise pelas demais instâncias é vista como apenas protocolar.
Câmara confirma indicação de Rodrigo Pacheco ao TCU por 404 votos a 61
Senador ocupará vaga de Bruno Dantas, que renunciou ao cargo para se dedicar à iniciativa privada











