Em eleição marcada pela polarização nacional e pela disputa acirrada por uma vaga no segundo turno, candidatos divergem sobre legado de Eduardo Leite, reconstrução após as enchentes e situação fiscal do estado 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Zucco, Juliana Brizola e Gabriel Souza — Foto: Reprodução A disputa pelo governo do Rio Grande do Sul é a próxima parada da série de entrevistas do GLOBO com os principais candidatos nos maiores estados brasileiros. Em uma eleição marcada pelo baixo conhecimento dos concorrentes e pela briga acirrada por uma vaga no segundo turno, Luciano Zucco (PL), Gabriel Souza (MDB) e Juliana Brizola (PDT) apresentam visões distintas sobre o futuro do estado, a reconstrução após as enchentes de 2024, a situação fiscal e a relação com o governo federal. Direita, centro ou esquerda? Descubra o seu perfil ideológicoCom qual candidato a presidente você mais se identifica? Faça o teste do GLOBO e descubra De um lado, Zucco, candidato ligado ao bolsonarismo e principal palanque no estado para o senador Flávio Bolsonaro (PL), faz oposição ao governo Eduardo Leite (PSD), do qual Gabriel Souza é vice. O deputado afirma que o estado “não é terra arrasada”, mas que faltaram liderança e protagonismo político para enfrentar problemas como as enchentes e a dívida com a União. Na segurança pública, sua principal bandeira, promete reforçar a estrutura policial e criar um protocolo específico de combate à violência contra mulheres. Leia a íntegra da entrevista com Luciano Zucco clicando aqui. Gabriel Souza tenta se apresentar como o candidato da continuidade, mas procura se descolar da ideia de que seu projeto seria apenas uma extensão da gestão de Leite. Vice-governador e participante da condução da resposta às enchentes e do Plano Rio Grande, afirma que sua experiência é uma vantagem para evitar atrasos na reconstrução. Ao mesmo tempo, promete uma agenda própria, com investimentos em ensino técnico e ampliação dos recursos para a saúde. Na eleição presidencial, apoia o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União). Leia a íntegra da entrevista com Gabriel Souza clicando aqui. Já Juliana Brizola tenta levar o trabalhismo de volta ao Palácio Piratini com uma aliança inédita entre PDT e PT, que abriu mão da candidatura própria ao governo para indicar Edegar Pretto como vice. Herdeira política do ex-governador Leonel Brizola, a ex-deputada estadual critica o modelo de ajuste fiscal adotado nos últimos anos e defende maior articulação com Brasília para renegociar a dívida e ampliar investimentos. Também promete manter o Fundo do Plano Rio Grande e criar um Fundo Constitucional do Sul. Na disputa nacional, declara apoio ao presidente Lula (PT). Leia a íntegra da entrevista com Juliana Brizola clicando aqui.