Candidata do PDT aparece com 35% em um eventual segundo turno, enquanto bolsonarista aparece com 31% 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Juliana Brizola e Luciano Zucco — Foto: Divulgação; Bruno Spada/Câmara dos Deputados Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quinta-feira mostra que, na disputa pelo governo do Rio Grande do Sul, a ex-deputada Juliana Brizola (PDT) e o deputado federal Luciano Zucco (PL) estão tecnicamente empatados. A pedestista lidera numericamente, com 24% das intenções de voto, enquanto o bolsonarista marca 22%. Já o vice-governador Gabriel Souza (MDB), escolhido como o nome à sucessão de Eduardo Leite (PSD), aparece somente em terceiro, com 6%, em empate técnico com Marcelo Maranata (PSDB). Para 34% da população, a escolha do voto para governador já é definitiva, e outros 62% dizem que ainda podem trocar de candidato. O levantamento foi realizado com 1.104 entrevistas em 62 municípios entre os dias 24 e 28 de julho, com margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%. Governo (RS) - 1º Turno Candidato Intenção de voto Juliana Brizola (PDT) 24% Luciano Zucco (PL) 22% Gabriel Souza (MDB) 6% Marcelo Maranata (PSDB) 3% Rejane Oliveira (PSTU) 1% Cesar Pontes (PCO) 1% Priscila Voigt (UP) 0% Indecisos 31% Branco/Nulo/Não vai votar 12% Segundo turno Em um eventual segundo turno contra Zucco, Juliana aparece com 35% das intenções de voto, contra 31% do candidato do PL. Na divulgação anterior, em abril, a ex-deputada também tinha 35%, mas Zucco marcava 27%. Juliana X Zucco - 2º Turno Candidato Intenções de voto Juliana Brizola (PDT) 35% Luciano Zucco (PL) 31% Indecisos 21% Branco/Nulo/Não vai votar 13% A pedetista também está à frente de Souza, com os mesmos 35%, enquanto o vice-governador possui 20% das intenções de voto. Em uma eventual disputa sem Juliana, a pesquisa testou o cenário com Zucco e Souza. Nesse caso, o candidato do PL marca 32% das intenções de voto, contra 20% do vice-governador. Juliana é a candidata mais rejeitada no estado, apesar da liderança numérica, com 33%. Em seguida, Zucco tem 20%, e Souza, 15%. Outros 73% dos gaúchos também dizem não conhecer o atual vice-governador. Disputa pelo Senado Quem lidera a corrida pelo Senado no estado é a ex-deputada Manuela D'Ávila (PSOL), com 12%, seguida pelo ex-governador Germano Rigotto (MDB) e pelo ex-ministro Paulo Pimenta (PT), que aparecem com 9%. Devido à margem de erro, cinco pré-candidatos estão tecnicamente empatados. Manuela D'Ávila (PSOL): 12% Germano Rigotto (MDB): 9%Paulo Pimenta (PT): 9%Marcel Van Hattem (Novo): 7%Ubiratan Sanderson (PL): 6%Frederico Antunes (PSD): 1%Luciano do MBL (UP): 1%Tania Pires (UP): 1%Milton Cardoso (PSDB): 0%Renato Jaguarão (Cidadania): 0%Indecisos: 39%Branco/Nulo/Não vai votar: 15% Corrida eleitoral O Rio Grande do Sul possui as quatro principais chapas majoritárias já definidas. Zucco terá a deputada estadual Silvana Covatti (PP) como pré-candidata a vice-governadora, além dos deputados federais Marcel Van Hattem (Novo) e Ubiratan Sanderson (PL) ao Senado. O deputado será o palanque para a campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no estado. Flávio Bolsonaro (PL), Silvana Covatti (PP), Zucco (PL), Sanderson (PL) e Marcel van Hattem (Novo) — Foto: Reprodução/Instagram Ele havia sido escolhido por unanimidade para ser candidato ao Palácio Piratini com o endosso dos partidos aliados PSOL, PCdoB, PV, Rede e PSB, mas lideranças nacionais avaliaram que a aliança com o PDT é mais consistente para o projeto de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Juliana e Edegar — Foto: Divulgação/Vitor Vilella Já o vice-governador Souza, por sua vez, terá como vice o deputado estadual Ernani Polo (PSD). O ex-governador Germano Rigotto (MDB) e o líder do governo na Assembleia Legislativa, Frederico Antunes (PSD), completam a chapa como pré-candidatos ao Senado. Com a mudança de rumo de Leite — que decidiu permanecer no cargo até o final de seu mandato após ser preterido pelo PSD como o nome do partido à Presidência —, Souza perdeu a oportunidade de contar com a máquina pública até as eleições para ampliar sua presença no estado e fortalecer articulações em busca de uma candidatura mais competitiva. Gabriel Souza com Eduardo Leite e Caiado — Foto: Reprodução/Redes sociais A outra chapa do estado, encabeçada pelo PSDB, tem para o governo o ex-prefeito de Guaíba Marcelo Maranata. Quem completa a composição é o ex-deputado Cláudio Dias (PSDB) como vice, além do jornalista Milton Cardoso (PSDB) e o cantor Renato Jaguarão (Cidadania) para o Senado. Entenda a intervenção do PT Até a determinação do PT nacional, os petistas gaúchos defendiam Edegar como “a melhor opção para a construção da vitória” nas eleições. Eles argumentavam que a decisão de apoiá-lo foi tomada de maneira ampla e democrática, em convenção realizada ainda em novembro do ano passado. Dentre as siglas aliadas, o PSOL considerou lançar uma candidatura própria como forma de pressionar pela manutenção de Edegar, ampliando o racha na esquerda local. Juliana foi ao Planalto encontrar Lula, em fevereiro, na companhia do presidente do PDT, Carlos Lupi. Conforme mostrou o colunista Bernardo Mello Franco, do GLOBO, a neta do ex-governador Leonel Brizola ofereceu as três vagas de sua chapa ao PT em troca de receber o apoio do presidente para se lançar governadora, mantendo os nomes já definidos pelos petistas ao Senado. Desde então, as lideranças nacionais passaram a apoiar a existência de um palanque unitário para Lula no estado, com preferência para Juliana. Edinho Silva chegou a classificar como “etnocentrismo político inaceitável” a manutenção de dois palanques em detrimento da unificação pretendida, e a história poderia "cobrar um preço politicamente caríssimo” caso não houvesse acordo.
Genial/Quaest: Em empate técnico, Juliana Brizola tem 24% das intenções de voto ao governo do RS, e Zucco marca 22%
Candidata do PDT aparece com 35% em um eventual segundo turno, enquanto bolsonarista aparece com 31%













