Para analistas, troca de CEO é positiva; Alessandro Carlucci, atual presidente do conselho de administração da Natura, assume função no lugar de João Paulo Ferreira 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Loja da Natura — Foto: Divulgação Natura As ações da Natura abriram o pregão desta segunda-feira (31) em alta depois do anúncio da mudança de comando da operação e da saída da empresa do diretor-presidente João Paulo Ferreira. Ele ocupava o cargo há uma década e fazia parte da empresa há 17 anos. Por volta das 11h15, os papéis ordinários (NATU3) subiam 7%, a R$ 9,36. O lugar de Ferreira, como mostrou o Valor, será ocupado por Alessandro Carlucci, atual presidente do conselho de administração da Natura e que também já havia ocupado o cargo de diretor-presidente do grupo por dez anos, entre 2005 e 2014. A mudança do comando ocorre após a assembleia que formalizou o acordo entre Natura e Advent para a indicação de dois sócios da gestora americana para o conselho da empresa de cosméticos brasileira (Pablo Zucchini e Rafael Leão). A condição para a indicação era a aquisição de 8% das ações em circulação da Natura pelo fundo, processo já concluído e que fez da Advent a segunda maior acionista fora do grupo de controle da companhia, formado pelos seus fundadores. Para analistas, a mudança é positiva. O Citi disse que a experiência que Carlucci adquiriu ocupando cadeiras de conselhos de outras empresas de varejo, como Arezzo e Lojas Renner, contribui para a leitura otimista para seu retorno ao cargo, apesar de a empresa ser hoje diferente da que ele liderou há mais de uma década atrás. Por conta da nomeação como diretor-presidente, que terá efeitos em outubro, Carlucci apresentou renúncia imediata ao cargo de presidente do colegiado e à cadeira que ocupava no conselho da empresa. Por isso, Fábio Barbosa, membro do conselho consultivo e ex-diretor-presidente da companhia entre 2022 e 2025, passa a ocupar a vaga que era de Carlucci. O Itaú BBA disse que a nomeação de Carlucci como presidente e a posse de Barbosa como presidente do conselho são positivas, mas que a execução de metas operacionais continua no centro das atenções no curto prazo depois de um segundo trimestre fraco.