'Só há um jeito de se conectar com a Amazônia: estando lá', diz CEO da NaturaCompanhia liderada por João Paulo Ferreira mantém centro de pesquisa e desenvolvimento no Pará. Gerando resumoApós dez anos, João Paulo Ferreira deixará o comando da Natura. Em seu lugar, vai assumir Alessandro Carlucci, que já havia sido CEO da fabricante de cosméticos entre 2005 e 2014.PUBLICIDADEA mudança acontecerá em 1.º de outubro. Segundo a Natura, em comunicado, Carlucci atuará em colaboração com João Paulo “em uma transição sem rupturas”. Além de deixar o comando da empresa, Ferreira também renunciou ao cargo de conselheiro e às posições em comitês, com efeitos imediatos. Já Carlucci renunciou aos cargos de membro e presidente do conselho de administração e às posições em comitês, com efeitos a partir de 29 de agosto.PublicidadeCarlucci: volta ao comando da empresa Foto: José Luis da Conceição/AECom a recomposição do colegiado, Fábio Barbosa retornou à presidência do conselho de administração a partir de 29 de agosto. Ele foi eleito conselheiro e chairman e, segundo a companhia, sua nomeação será submetida à ratificação dos acionistas na próxima assembleia.A Natura disse que as diretrizes estratégicas “permanecem inalteradas” e que as mudanças na administração reforçam foco em “rentabilidade, eficiência operacional e alocação eficiente do capital”.Carlucci foi o responsável pelo início da expansão internacional da Natura. Sob seu comando, a estratégia da empresa foi voltada para o crescimento orgânico, consolidação da venda direta no Brasil e expansão internacional própria para a América Latina (como operações na Argentina, Chile, Colômbia e México). PublicidadeSaiba mais:Acionistas da Natura abrem espaço para Advent no Conselho e dispensam oferta de açõesQual caminho a Natura pretende trilhar para se tornar um negócio ‘regenerativo’Banco do Brasil e Natura firmam parceria bilionária para expandir agroflorestas na AmazôniaEle fez a primeira aquisição internacional da Natura, a da Aesop. Sob a gestão de Ferreira, foi comprada a Avon global e a The Body Shop. A estratégia levou ao desequilíbrio financeiro da empresa. Posteriormente, todas seriam vendidas ou desmontadas. Os resultados mais recente divulgados, referentes ao segundo trimestre, apontaram um período de forte estresse operacional e queda na lucratividade, motivados principalmente por problemas internos no Brasil.O lucro líquido das operações continuadas foi de R$ 35 milhões. Isso representa desvalorização drástica de 92,1% na comparação com o mesmo trimestre de 2025, quando havia registrado R$ 446 milhões. O lucro líquido considerando efeitos consolidados totais recuou 82%.PublicidadeA receita somou R$ 5,2 bilhões, uma queda de 9,1% em relação ao ano anterior. A grande vilã foi a operação no Brasil, que despencou 14,8% devido a um consumo fraco e ao apagão de estoque, por conta da implantação de um sistema de gestão SAP. Vale ler tambémSplit payment, CNPJ técnico: o que ainda falta para a reforma tributária começar de verdade em 2027?Em plena expansão, Coamo mira R$ 30 bi em faturamentoSeguros e emergência climática: não dá para postergar medidas para mitigar os efeitos das mudanças
Natura anuncia troca de comando e ex-presidente volta ao cargo
Após dez anos como CEO, João Paulo Ferreira sai da empresa e Alessandro Carlucci retoma posição em que esteve até 2014; Fábio Barbosa retorna ao conselho de administração







