Para a agência, a empresa deve reduzir a exposição do fluxo de caixa à volatilidade dos preços do zinco e aos riscos associados a países como Brasil e Peru; entretanto, crescerá o peso relativo da operação brasileira na receita consolidada 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 A S&P Global reafirmou, na sexta-feira (28), o rating “BBB” do grupo Votorantim, depois que a companhia anunciou a venda da Nexa Resources à mineradora sueca Boliden. A perspectiva da nota é estável. Confira resultados e indicadores da Votorantim e das demais companhias de capital aberto no portal Valor Empresas 360 “A venda da Nexa Resources para a Boliden, se concluída, reduziria a escala e a diversificação consolidada da Votorantim. No entanto, provavelmente continuaremos vendo os importantes benefícios da estratégia de diversificação de longo prazo do grupo”, analisa a agência de classificação de risco. A visão da S&P Global é que a transação, que prevê a aquisição, pela Votorantim, de uma participação de cerca de 7% na Boliden, permitirá à companhia manter exposição à indústria de metais por meio de um “player” global e mais diversificado. Dessa forma, a operação deve reduzir a exposição do fluxo de caixa à volatilidade dos preços do zinco e também aos riscos associados a países como Brasil e Peru, diz a agência, observando, por outro lado, que crescerá o peso relativo da operação brasileira na receita consolidada. Assim, a geração de fluxo de caixa ficará concentrada na subsidiária de cimentos, que deve passar a responder por 95% do Ebitda consolidado após a venda da Nexa. “A VC [Votorantim Cimentos] buscou com sucesso uma estratégia de expansão geográfica, particularmente por meio de aquisições na América do Norte e na Espanha nos últimos anos, o que ajuda a mitigar alguns dos riscos regionais inerentes às suas operações brasileiras”, acrescenta a S&P Global. Nos cálculos da agência, o Brasil deve passar a responder por 45% do Ebitda do grupo Votorantim. “Projetamos que as sólidas posições de mercado e a escala do segmento de cimento continuarão sustentando um fluxo de caixa operacional robusto para cobrir seu elevado plano de investimentos (‘capex’)”. “No entanto, a exposição ligeiramente maior à economia brasileira após a conclusão da venda da Nexa, combinada com a menor escala e com o fato de o grupo não deter controle integral nem consolidar a maioria das empresas nas quais investe, permanece um fator que limita o ‘rating’ final a um nível inferior ao perfil de crédito individual”, completa a S&P Global. Nos cálculos da agência, o Brasil deve passar a responder por 45% do Ebitda do grupo Votorantim — Foto: Divulgação