Pelo menos 903 pessoas morreram e 4.247 continuam desaparecidas no Nepal após o deslizamento na quarta-feira (26), em uma área próxima à fronteira com a China, informou nesta segunda-feira (31) a autoridade nepalesa responsável pela gestão de emergências.
A imprensa estatal chinesa já havia confirmado a morte de 16 pessoas no Tibete e o desaparecimento de 546 após o desastre de quarta, elevando o balanço total para 919 mortos e 4.793 desaparecidos.
De acordo com a mídia estatal chinesa, a enchente foi "causada pela instabilidade das geleiras sob os efeitos de longo prazo do aquecimento global", acrescentando que se tratava de uma "nova e relevante característica dos desastres da criosfera" no planalto tibetano.
Segundo a CCTV, cientistas chineses constataram que o deslizamento de lama vindo do lado nepalês levou de seis a sete minutos para chegar ao posto de fronteira de Gyirong.
Inicialmente, chegou-se a cogitar que o fenômeno tivesse sido provocado por um terremoto de magnitude 4,4. Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos, porém, o tremor foi resultado da energia sísmica gerada pelo desmoronamento.











