CNB afirma que perda do título ocorreu por descumprimentos contratuais; modelo está internada no Espírito Santo 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Lara Marina — Foto: Reprodução/Instagram A destituição de Lara Marina Soares Tosta, de 20 anos, do título de Miss Brasil Supranational 2026 envolve diferentes versões. Enquanto a organização do concurso afirma que a miss descumpriu o contrato ao submeter sua participação no período de uma gestação, Lara alega que não sabia que estava grávida. No entanto, um laudo médico ao qual o GLOBO teve acesso contradiz a versão da participante. Um registro de ultrassonografia realizado em 22 de abril, no Espírito Santo, aponta uma gestação estimada em sete semanas — quase três meses antes de Lara viajar para a Polônia para representar o Brasil no concurso internacional. Lara embarcou em 13 de julho e terminou a competição em terceiro lugar, em 31 de julho. Segundo o Concurso Nacional de Beleza (CNB), responsável pela franquia brasileira do Miss Supranational, ela só comunicou oficialmente a gravidez à organização em 12 de agosto, depois de retornar ao Brasil. O laudo médico enviado pela própria modelo, no entanto, trazia anexado o histórico do exame realizado em abril. A divergência veio à tona depois que Lara afirmou, em vídeo publicado nas redes sociais e em declarações à imprensa, que só havia descoberto a gestação após voltar da Polônia, no início de agosto. A modelo também relacionou a perda do título à gravidez. Em nota, o CNB afirmou que a destituição não ocorreu como punição pela maternidade, mas por "descumprimento de obrigações contratuais consideradas incompatíveis com a manutenção do título". A organização disse que a decisão levou em conta, entre outros pontos, a falta de comunicação sobre a gestação e outros episódios registrados antes e durante a viagem internacional. Justificativas da destituição Segundo o CNB, o contrato estabelece que candidatas grávidas não podem participar das etapas de preparação, representação e competição. A organização argumenta que a regra se aplica indistintamente às participantes e está relacionada à rotina de viagens, ensaios, compromissos oficiais e exposição física envolvida no concurso. A entidade também afirma que Lara teria descumprido orientações relacionadas a figurinos. Em diferentes ocasiões, segundo o CNB, peças previamente determinadas pela produção foram substituídas por roupas escolhidas ou produzidas por iniciativa da candidata, sem autorização. Veja fotos do vestido de Miss inspirado na Última Ceia de Da Vinci 1 de 12 Traje vestido por Maria Gabriela Lacerda foi assinado pelo Ateliê Versa. Foto: Divulgação | Amilkar 2 de 12 Traje vestido por Maria Gabriela Lacerda foi assinado pelo Ateliê Versa. Foto: Divulgação | Amilkar X de 12 Publicidade 12 fotos 3 de 12 Traje vestido por Maria Gabriela Lacerda foi assinado pelo Ateliê Versa. Foto: Divulgação | Amilkar 4 de 12 Traje vestido por Maria Gabriela Lacerda foi assinado pelo Ateliê Versa. Foto: Divulgação | Amilkar X de 12 Publicidade 5 de 12 Traje vestido por Maria Gabriela Lacerda foi assinado pelo Ateliê Versa. Foto: Divulgação | Amilkar 6 de 12 Traje vestido por Maria Gabriela Lacerda foi assinado pelo Ateliê Versa. Foto: Divulgação | Amilkar X de 12 Publicidade 7 de 12 Traje vestido por Maria Gabriela Lacerda foi assinado pelo Ateliê Versa. Foto: Divulgação | Amilkar 8 de 12 Traje vestido por Maria Gabriela Lacerda foi assinado pelo Ateliê Versa. Foto: Divulgação | Amilkar X de 12 Publicidade 9 de 12 Traje vestido por Maria Gabriela Lacerda foi assinado pelo Ateliê Versa. Foto: Divulgação | Amilkar 10 de 12 Traje vestido por Maria Gabriela Lacerda foi assinado pelo Ateliê Versa. Foto: Divulgação | Amilkar X de 12 Publicidade 11 de 12 Traje vestido por Maria Gabriela Lacerda foi assinado pelo Ateliê Versa. Foto: Divulgação | Amilkar 12 de 12 Traje vestido por Maria Gabriela Lacerda foi assinado pelo Ateliê Versa. Foto: Divulgação | Amilkar X de 12 Publicidade Traje vestido por Maria Gabriela Lacerda foi assinado pelo Ateliê Versa Outro ponto citado pela organização é a comunicação com a equipe. De acordo com o CNB, o contrato determinava que a representante deveria manter contato regular com a produção e não poderia permanecer mais de 24 horas sem responder. A entidade afirma que houve momentos em que integrantes da equipe tentaram localizar Lara sem obter retorno. Um dos episódios teria ocorrido antes da viagem à Polônia. Após alguns dias sem responder às mensagens da produção, Lara teria informado que estava passando mal e atribuído a indisposição a um quadro de dengue. Durante o concurso internacional, segundo a organização, também houve um episódio relacionado ao figurino. Em uma ocasião em que deveria usar biquíni, Lara entrou em cena usando um maiô. Conforme o CNB, ela posteriormente justificou a mudança alegando dificuldade para evacuar e prisão de ventre. Na ocasião, afirma a entidade, a gravidez não foi informada como motivo para a alteração. O CNB ressalta que Lara continua reconhecida como terceira colocada no Miss Supranational 2026. A destituição se refere exclusivamente ao título nacional e às funções associadas à faixa brasileira. Com a saída da capixaba, a vice-campeã Camilly Ceccon, representante de Costa Verde e Mar, deve assumir oficialmente o título de Miss Brasil Supranational 2026. A organização do concurso internacional flexibilizou recentemente parte de suas regras e passou a aceitar mulheres divorciadas e mães. A participação de mulheres grávidas, porém, continua proibida, assim como a de mulheres casadas, segundo as regras mencionadas pelo CNB. Internação Poucos dias após a destituição, Lara deu entrada no Hospital das Clínicas de Vitória, no Espírito Santo, onde permanece internada. Em nota publicada nas redes sociais, foi informado que o quadro de saúde da modelo é estável. "Lara está bem e o bebê permanece saudável. Por orientação médica, ela deverá continuar hospitalizada e em acompanhamento contínuo, priorizando sua segurança e a do bebê ao longo da gestação", informou a publicação. O namorado da modelo, Gustavo, porém, afirmou ao UOL que a situação seria mais grave. Segundo ele, Lara teria sido internada em razão de estresse e correria risco de morte. — A situação é bem grave, a vida dela está em risco e a do nosso filho principalmente — afirmou. O CNB sustenta que a perda da faixa não foi causada pela gravidez em si, mas pela combinação de supostos descumprimentos contratuais e, principalmente, pela ausência de comunicação sobre uma gestação que, segundo a documentação apresentada, já existia antes da participação no concurso internacional.