Se quisermos fazer uma ideia do que espera o Brasil no futuro, basta perguntar aos professores do ensino público e particular. Ninguém como eles tem tantas informações de primeira mão —não raro, na forma de uma arma portada por aquela mão ou de um punho assestado contra o seu rosto. Eis alguns relatos recentes.
Em Planaltina (DF), um professor pediu a dois alunos de 17 anos que entregassem os celulares durante a aula. Os garotos se negaram e tiveram seus aparelhos recolhidos. Terminada a aula, seguiram o professor até o ponto de ônibus e o espancaram. Em Cuiabá, um professor idoso levou rasteiras e pescoções de dois alunos que se negavam a se sentar em seus lugares. Em João Pessoa, um professor foi agredido por um aluno com um martelo por ter-lhe dado nota baixa em um exame.
Em Curitiba, uma aluna investiu a palavrões, socos e pontapés contra uma pedagoga, provocando-lhe inchaços e cortes no rosto. A estudante foi contida e sua mãe se recusou a ir à escola para saber do ato da filha. Em Araçatuba (SP), um estudante com canivete tentou avançar sobre seus colegas. Foi desarmado pela segurança e suspenso por três dias. No dia seguinte, sua mãe foi ao colégio para forçar a diretora a aceitá-lo em sala. Como esta não cedesse, agarrou e bateu a cabeça da diretora contra uma janela.









