Para Marynna Vieira Batista, 3, a ida ao Graacc (Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer), na Vila Clementino, na zona sul de São Paulo, é um passeio. Enquanto aguardava o homem-aranha conduzi-la à sala de radioterapia, a menina quis retocar o "look". O batom escolhido combinou com o laço rosa nos cabelos.
Em maio de 2026, quando chegou ao Graacc, transferida do Hospital Municipal de Barueri, na Grande São Paulo, Marynna recebeu o diagnóstico de ependimoma de fossa posterior, um tumor maligno que afeta o sistema nervoso.
Segundo a mãe da criança, a auxiliar de cozinha Mariana Vieira da Silva, 28, ela sentia dor de cabeça forte e frequente havia mais de um mês, além de vômitos. De UBS a hospitais, nenhum médico da cidade desconfiou do quadro grave.
Marynna Vieira, 3, acompanhada pelo técnico de enfermagem Fernando Rodrigues Lacerda, 46, que se vestiu de homem-aranha para celebrar a última sessão de radioterapia da menina - Rafaela Araújo - 23.ago.26/Folhapress
No total, no Graacc, foram duas cirurgias e 30 sessões de radioterapia —a última, realizada na terça (25). A reportagem acompanhou o antes e o depois do procedimento.








